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Mercado

Frota de pesca da UE encolheu 13,6% na última década

Redução atinge número de embarcações, tonelagem e potência desde 2014

A frota de pesca da União Europeia totalizava 68.863 embarcações em 2024, menos 13,6% do que há uma década, confirmando uma tendência de redução sustentada em número, tonelagem e potência, segundo a edição de 2025 de “Key figures on the European food chain”, divulgada em dezembro.

De acordo com a publicação, que analisa o percurso dos alimentos do mar e da terra até ao consumidor, a frota comunitária registava uma arqueação bruta (indicador da capacidade de armazenamento de pescado) de 1,2 milhões de toneladas e uma potência total de 5,0 milhões de quilowatts. A maioria das embarcações tinha menos de 10 metros de comprimento.

Comparativamente a 2014, existiam menos 10.850 navios de pesca na UE em 2024. A capacidade combinada da frota diminuiu 14,9% e a potência total instalada recuou 12,3% no mesmo período.

Em termos de arqueação bruta, Espanha concentrava a maior fatia da frota europeia, com 24,8% do total, seguida de França (12,3%) e Itália (11,8%). Já no que respeita à potência dos motores, a liderança cabia a Itália (18,9%), muito próxima de França (18,2%). Itália detinha igualmente o maior número de embarcações (17,9%), seguida da Grécia (16,6%).

Capturas mantêm tendência de queda

Quanto às capturas, a UE registou em 2023 um total estimado de 3,3 milhões de toneladas (peso vivo), menos 3% do que em 2022 e menos 23% face a 2008.

A maior parte do pescado foi capturada no Nordeste do Atlântico, que representou 73% do total nas sete principais zonas de pesca. O Mediterrâneo e o Mar Negro concentraram cerca de 10% das capturas, seguindo-se a zona ocidental do Oceano Índico (6%) e a zona centro-oriental do Atlântico (5%).

No Nordeste do Atlântico, as principais espécies capturadas foram o arenque (18% do peso vivo), o verdinho (16%) e a espadilha (13%). No Mediterrâneo e Mar Negro, destacaram-se a sardinha (19%, sobretudo sardinha europeia) e o biqueirão (18%).

Na zona ocidental do Oceano Índico, a frota europeia capturou quase exclusivamente atum, com destaque para o gaiado (55%), o atum albacora (30%) e o atum patudo (9%). Já na zona centro-oriental do Atlântico, predominaram o carapau (21%), o gaiado (21%) e o atum albacora (13%).

Entre os Estados-membros, Espanha liderou as capturas em 2023, com 698 mil toneladas (21% do total da UE), seguida da Dinamarca (495 mil toneladas; 15%) e de França (470 mil toneladas; 14%).

No mesmo ano, Islândia e Noruega somaram em conjunto 3,6 milhões de toneladas de pescado capturado, mais 10% do que o total registado pela frota da União Europeia.

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