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Franceses perdem 1,4 mil milhões de euros em poder de compra com a nova Loi Alimentation

Foto Shutterstock

Janeiro marcou a introdução da Loi Alimentacion, em França, que pôs termo a várias práticas promocionais e elevou os preços de vários produtos de grande consumo.

A legislação destina-se a assegurar um rendimento justo agricultores franceses, após um estudo de 2016 ter revelado que grande parte vivia no limiar da pobreza, levando os distribuidores a baixar as suas margens nos produtos de carne, lacticínios, vegetais, frutas e peixe, sem que, em consequência, reduzam o preço de venda.

Para compensar esta perda, o governo francês aumentou o limite das vendas com prejuízo de um conjunto de produtos, pelo que os supermercados não poderão mais vendê-los a preço de custo e são obrigados a aplicar uma margem de, pelo menos, 10%.

O jornal Le Parisien recebeu uma lista dos preços atualizados de 24 produtos e fez as contas. De acordo com o periódico, os consumidores pagarão, em média, mais 6,3%. O queijo camembert Président sofreu uma subida de 8,6% e um frasco de Nutella custa mais 8,4%. A associação de consumidores UFC-Que Choisir também fez os cálculos e sustenta uma perda de 1,4 mil milhões de euros no poder de compra dos franceses.

O ministro francês da Agricultura, Didier Guillaume, já veio especificar que a lei não dita que a Nutella tenha de ficar mais cara, mas sim que os supermercados não a podem vender abaixo do preço de custo. De acordo com o ministro, apenas 4% dos produtos aumentaram de preço.

Mas os operadores de supermercados discordam de o que apelidam uma abordagem “estúpida”. Particularmente crítico, Michel-Edouard Leclerc, presidente do E.Leclerc, chamou a atenção para o facto da lei, que pretende salvaguardar os rendimentos dos agricultores, “aumentar os preços dos produtos que nada têm a ver com a agricultura e que são fabricados pelas grandes multinacionais”.

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