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Egito melhora a sua competitividade externa

A Crédito y Caución prevê que o crescimento anual do Produto Interno Bruto (PIB) egípcio supere os 5%, em 2019 e 2020, apoiado numa melhoria da competitividade externa que resulta de uma taxa de câmbio flutuante, da normalização das taxas de juro, do aumento do número de turistas e de uma crescente produção de gás.

O ano de 2016 constituiu um ponto de viragem na economia do país, que lançou um profundo programa de reformas estruturais. Com um défice público próximo de 12% e baixos níveis de divisas, o Egito aceitou o apoio financeiro do Fundo Monetário Internacional, no valor de 12 mil milhões de dólares. Como pré-condição, o Egito teve que introduzir uma taxa de câmbio flexível e avançar para a consolidação fiscal, com aumentos de impostos e reduções de subsídios. A libra egípcia desvalorizou bastante, em torno dos 50%, e o banco central aumentou drasticamente a taxa de juro de referência para apoiar a moeda e conter a inflação.

O Egito depende fortemente do apoio financeiro dos Estados do Golfo, num contexto de conflito regional em que alinhou posições com a Arábia Saudita, os Emirados Árabes e o Bahrein no boicote económico ao Catar e na aliança contra o Irão. A confiança dos investidores melhorou e as entradas de capital privado aumentaram. As perspetivas económicas mais favoráveis também são reforçadas pela descoberta de grandes campos marítimos de gás. O aumento da produção nacional de gás deve melhorar o fornecimento de eletricidade e apoiar a atividade económica nos próximos anos.

Tanto as exportações quanto o sector do turismo estão a beneficiar da desvalorização da moeda e da consequente melhoria na competitividade dos custos. No entanto, a situação de segurança interna permanece tensa, com um elevado risco de ataques terroristas, o que prejudica as perspetivas do turismo.

Por outro lado, os fabricantes que dependem das importações de matérias-primas e de bens intermédios – cerca de 40% das importações – enfrentam maiores custos de produção.

A Crédito y Caución espera que a inflação permaneça acima dos 10%, em 2019. A dívida pública atingiu um máximo de 108% do PIB em 2017, mas as expectativas apontam para uma redução para 90% do PIB, em 2019. Uma grande parte dos gastos públicos está orientada para a manutenção da estabilidade social. O Governo introduziu um imposto de valor acrescentado, mas aumentou novamente alguns subsídios relacionados com alimentos para mitigar o impacto da elevada inflação no poder de compra das famílias. No sector bancário, as taxas de incumprimento diminuíram, mas subsistem vários riscos de deterioração na banca comercial local, o principal financiador do défice orçamental. O risco soberano continua alto, na medida em que representa cerca de dois terços do crédito total.

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