A EDP, a Galp Energia, o Pingo Doce, a Caixa Geral de Depósitos, o Banco Espírito Santo, o Continente, o Banco Comercial Português, a TAP, a Jerónimo Martins e o Grupo Mota-Engil são as 10 marcas portuguesas que lideram o ranking do “Top 30 Most Valuable Portuguese Brands 2014 ”, um estudo da Brand Finance, consultora líder em avaliação de marcas, que este ano avaliou 144 marcas portuguesas.
A marca EDP continua a ser a marca mais valiosa em Portugal. O seu valor aumentou cerca de 11%, em relação ao estudo de 2013. Em termos de índice de força de marca, viu o seu rating reforçado de AA para AA+ e viu aumentar o valor de marca em 2014, tendo este ano ultrapassado a barreira dos três mil milhões de dólares (3.143 mil milhões de dólares). Este resultado também permite que a EDP seja a única marca portuguesa a integrar este ano os rankings das 500 marcas mais valiosas a nível mundial.
Destaque também para o Pingo Doce, cujo valor de marca atinge este ano os 901 milhões de dólares, uma subida de 63% face ao seu valor em 2013 (553 milhões de dólares). “Esta subida deve-se às perspetivas futuras de valorização da marca ainda este ano com a expansão para mercados como a Colômbia e Polónia. Esta valorização também beneficia a sua holding, a Jerónimo Martins, cuja marca também este ano evoluiu positivamente”, comenta João Baluarte, partner da Brand Finance Portugal e um dos coordenadores do estudo em Portugal.
Banca
O sector da banca é o mais representado no top 30 das marcas portuguesas mais valiosas, onde o banco estatal, a Caixa Geral de Depósitos, é a marca mais valiosa deste sector, seguido do Banco Espírito Santo, do BCP, do BPI, do Santander-Totta e do Montepio. Aliás, CGD, BES BCP e BPI são as quatro marcas de bancos portugueses que também integraram o ranking das 500 marcas mais valiosas do sector da banca a nível mundial.
No sector das telecomunicações, destaque para a Meo, cuja marca beneficia da fusão entre a TMN e a PT, valendo a marca,257 milhões de dólares. A marca PT- Empresas também integra o ranking das marcas mais valiosas.
No momento em que foi feita esta avaliação marcas, ainda não se tinha verificado a fusão das marcas ZON e Optimus. A marca Zon vale 254 milhões de dólares e a Optimus 151 milhões. “Nesse aspeto, este estudo acaba por ser muito interessante porque, a partir destes valores e em estudos futuros, poderemos avaliar a evolução e as consequências de uma decisão de se criar uma marca nova: a NOS”, afirma João Baluarte.
Força das marcas
Em relação à força das marcas, destaque para o Banco Espírito Santo, que é a marca mais forte do ranking, com um rating de AAA-. BCP, BPI e ZON apresentam este ano o mesmo índice de força de marca que a EDP (AA+). “O índice de força da marca revela a consistência da marca junto dos seus stakeholders e não tem que ser necessariamente a marca mais valiosa”, acrescenta João Baluarte.
“Este ano, verifica-se uma valorização positiva da maiorias das marcas portuguesas mais valiosas em consequência do nível de risco associado à economia portuguesa, que é menor hoje do que há um ano. Aliás, nos últimos anos, verificámos uma tendência de desvalorização, muito embora a força e a representatividade das marcas não tenha sido negativamente afetada. Este ano, a evolução da nossa economia influenciou o valor das marcas e as 30 marcas portuguesas mais valiosas apresentam ratings em linha com as melhores práticas e benchmarks a nível internacional, o que lhes atribui um elevado fator de competitividade nos diferentes sectores onde atuam e acredito que, em breve, veremos mais marcas portuguesas a integrarem os índices das marcas globais mais valiosas”, finaliza João Baluarte.







