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Dimas Gimeno destituído, Jesús Nuño de la Rosa é o novo presidente do El Corte Inglés

Já é oficial e Dimas Gimeno promete impugná-lo, mas o El Corte Inglés ha anunciou a sua destituição da presidência. Será substituído por Jesús Nuño de la Rosa (na foto).

Esta quinta-feira, dia 13 de junho, realizou-se um conselho extraordinário de administração que, pela primeira vez na história do El Corte Inglés, abordou a destituição de um presidente. Jesus Nuño de la Rosa foi nomeado para o cargo com o apoio maioritário do conselho. Torna-se, assim, no quinto presidente do El Corte Inglés e o primeiro que não faz parte da família fundadora do grupo. “O órgão de governo da empresa considerou necessária uma mudança de liderança para enfrentar os desafios futuros e impulsionar uma nova etapa de crescimento”, assinala o El Corte Inglés em comunicado.

Dimas Gimeno estava na presidência do grupo espanhol desde setembro de 2014, após ter sido nomeado para o cargo pelo seu antecessor e tio, Isidoro Álvarez. O anterior presidente, que não compareceu na reunião de quinta-feira, já prometeu impugnar a decisão da sua destituição nos tribunais. Uma vez destituído da presidência, manter-se-á como conselheiro até agosto, aquando da reunião de acionistas, na qual poderá também sair a sua cessação como membro do conselho de administração.

O novo homem do leme do El Corte Inglés é licenciado em Ciências Económicas e Empresariais pela Universidade Complutense de Madrid. Desenvolveu a maior parte da sua carreira profissional na Viagens El Corte Inglés, empresa de que foi diretor geral entre 1998 e outubro de 2017, quando foi nomeado conselheiro delegado do grupo. Nas novas funções, vai apoiar-se em Víctor de Pozo que, como conselheiro delegado, supervisiona o desenvolvimento do negócio na área de retalho.

Jesus Nuño de la Rosa conta, de acordo com o El Corte Inglés, com “uma ampla e dilatada experiência no mundo da empresa e das finanças, o que lhe permitirá enfrentar os novos desafios do grupo”. Recorde-se que o novo presidente foi uma das figuras chave no acordo de financiamento da dívida no início do ano, por 3.650 milhões de euros.

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