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DIA reduz vendas em 7% no primeiro semestre

As vendas globais comparáveis de julho e agosto mostram uma recuperação gradual

A DIA perdeu 480 milhões de euros em vendas no primeiro semestre, um período em que, segundo o grupo, as receitas foram afetadas por uma série de fatores negativos extraordinários.

Entre estes fatores contam-se o despedimento coletivo em Espanha e outras medidas na estrutura do Brasil para melhorar a produtividade, os níveis muito elevados de falta de stock nas lojas do grupo durante todo este período, o encerramento de 663 lojas deficitárias com uma contribuição negativa permanente, a passagem de 222 lojas franquiadas a próprias com o objetivo de melhorar e reforçar a rede de franquia, um plano de otimização do sortido comercial para a redução significativa do número de referências, de modo a eliminar a complexidade e melhorar as operações, a interrupção de atividades não estratégicas para reduzir a complexidade e melhorar a eficiência e o reconhecimento de provisões, perdas ou baixas contabilísticas de contas por cobrar, riscos e passivos que tinham de ser aprovisionados.

Neste período, as vendas atingiram os 3.400 milhões de euros, uma descida de 7%. Não obstante, as vendas globais comparáveis de julho e agosto mostraram já uma recuperação gradual, numa altura em que o grupo “aposta na promoção da recuperação das vendas através de várias iniciativas. Com uma estrutura de capital sólida a longo prazo, recursos disponíveis de até 800 milhões de euros e o apoio total do acionista de referência, a empresa está totalmente preparada para enfrentar todos os desafios“, pode ler-se no comunicado.

Com a chegada da nova administração e da injeção de liquidez em junho, a prioridade imediata do grupo foi “normalizar a relação com os fornecedores, eliminar as faltas de stock e abastecer completamente as lojas e armazéns, com o objetivo de prestar um serviço completo aos clientes e regressar à normalidade o mais rapidamente possível“. O efeito positivo desta normalização já é visível em julho e agosto, já que neste período as vendas comparáveis mostram uma melhoria significativa face aos mínimos históricos registados em junho (-15,5%). “A nova administração da DIA está plenamente consciente da exigente situação. A equipa tem os conhecimentos e a experiência para colocar o negócio de novo em andamento e continuar a tomar as medidas necessárias para colocar a DIA numa posição de força para alcançar o êxito a longo prazo. Todos os dias, haverá melhorias e mudanças, o que levará ainda algum tempo”, assinala Karl-Heinz Holland, CEO do Grupo DIA.

O grupo conta agora com um cash-flow estável e um sólido fundo de manobra que o capacitam para reforçar o seu balanço financeiro. A este respeito, os maiores impactos no EBITDA ajustado, que somam 88,8 milhões de euros, referem-se aos esforços de liquidação de existências e às amortizações de contas por cobrar.

O refinanciamento das linhas existentes, as novas linhas de financiamento obtidas, os empréstimos com participação nos lucros e as futuras receitas provenientes do aumento de capital previsto implicam a eliminação da causa de dissolução por perdas.

No seguimento da já anunciada descontinuação do negócio cash & carry, a empresa iniciou um processo de despedimento coletivo para a sua filial do Grupo El Arbol Supermercados y Distribución, S.A, que afeta principalmente o encerramento das lojas Max Descuento, afetando, no máximo, 210 colaboradores.

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