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Consumo na semana de 19 a 25 de abril supera os registos pré-pandemia

Foto Shutterstock

O número total de compras (físicas e online) atingiu, pela primeira vez, em 2021, valores acima dos registados antes da Covid-19, quer em período homólogo (19 a 25 de abril de 2019), quer em comparação com os primeiros meses de 2020, caracterizados como o período “antigo normal”.

De acordo com os dados SIBS Analytics, este crescimento deve-se, sobretudo, ao comércio online, que tem vindo a registar um crescimento significativo ao longo da pandemia, estando atualmente 51% acima dos níveis registados no “antigo normal”.

 

E-commerce

De sublinhar ainda que, no período antes do aparecimento do novo coronavírus, o comércio online representava apenas 10% do total das compras eletrónicas, sendo que este valor chegou a representar 18% em fevereiro de 2021 e está atualmente (semana de 19 a 25 de abril) nos 14%.

Neste cenário, é ainda de sublinhar o crescimento do MB WAY como forma de pagamento, que chegou a registar aumentos de quatro vezes o número de compras em fevereiro e de 3,6 vezes na primeira semana da terceira fase de desconfinamento.

 

Lojas físicas

No comércio físico, e embora o consumo já esteja acima dos valores homólogos de 2019, o mesmo está ainda 5% abaixo do verificado no período de “antigo normal”, mas em crescimento, desde março de 2021. Na semana de 19 a 25 de abril, ficou mesmo acima do registado no período homólogo dos dois últimos anos, nomeadamente de 2020, período em que Portugal se encontrava no primeiro confinamento.

Também neste canal, as compras com MB WAY têm crescido exponencialmente, sendo atualmente 4,8 vezes superior ao registado anteriormente.

 

Sectores

Numa análise sectorial, verifica-se que os negócios mais impactados durante o período de confinamento – alojamento turístico, restauração, transporte de passageiros e moda e acessórios – apresentam um gradual retorno com as diferentes fases de reabertura, sendo que, na última semana, encontram-se ainda a 16% face ao “antigo normal”.

Já os sectores do pequeno comércio – mercearias, mini-mercados e similares, produtos alimentares, bebidas e tabaco -, mantêm-se em contraciclo, com incrementos do número de compras eletrónicas a rondar os 24% no total de compras físicas e online.

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