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Consumidores exigem alteração do sistema alimentar para aceder a opções mais saudáveis e sustentáveis

Foto Shutterstock

A Geração Z exige uma alteração radical do sector alimentar, para abordar o acesso a alimentos saudáveis, revela um estudo do EIT Food, o maior ecossistema de inovação alimentar, que inquiriu mais de dois mil jovens dos 18 aos 24 anos no Reino Unido, França, Alemanha, Polónia e Espanha.

O estudo destaca uma geração muito interessada, conhecedora e empreendedora, no que respeita os seus hábitos alimentares e, especialmente, na sua relação com o seu bem-estar e saúde mental.

 

Preferências

52% dos inquiridos rastreia, de algum modo, a sua comida, maioritariamente para a contagem das calorias (36%) e para seguir os macronutrientes que consome (24%). Nesse sentido, os consumidores da Geração Z preferem alimentos integrais, biológicos e de origem de vegetal e 79% considera que os alimentos processados não são saudáveis. A pandemia aumentou a sua consciência a este respeito, com 58% a confirmar ter-se tornado mais ciente da importância de ter uma alimentação saudável.

Os jovens confiam nas redes sociais, como o TikTok e o Instagram, para se aconselharem sobre este tema. Na verdade, sentem que não recebem o apoio de que necessitam por parte dos educadores, da indústria e dos responsáveis políticos. 75% diz que necessita de conselhos mais claros sobre como manter uma dieta saudável e equilibrada e 65% indica não ter recebido suficiente educação sobre como comer de um modo saudável enquanto esteve na escola.

 

Informação

Os jovens procuram informação mais detalhada sobre as marcas, especialmente sobre como fabricam os produtos. 78% apreciaria que os rótulos contivessem informação mais clara sobre o modo como são processados os alimentos, para além dos ingredientes, e 75% considera que as marcas deveriam ser mais transparentes.

55% pensa que a inclusão da informação calórica nos rótulos dos produtos e nos menus pode ser prejudicial para a saúde mental, uma percentagem que se eleva a 62% no Reino Unido, 61% na Alemanha e 60% em França.

Na verdade, os jovens não veem necessariamente os alimentos menos calóricos como automaticamente saudáveis. 77% diz que necessita de melhores conselhos sobre o vínculo entre o que comem e a sua saúde mental, um valor que se eleva a 82% entre as mulheres.

 

Acesso

Quando se trata de incentivar a comer de um modo saudável, os descontos e a subsidiação ocupam o primeiro lugar das preferências dos inquiridos (43%), até porque 67% pensa que os alimentos saudáveis são mais caros.

Ter acesso a opções mais saudáveis também é fundamental para 37%, seja através da entrega de comida ao domicílio, via plataformas de delivery, seja em meio escolar. Efetivamente, 73% tem dificuldades em comer de um modo saudável, enquanto viaja ou no seu local de estudo/trabalho.

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Claúdia Azevedo

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