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Consumidor 3.0: o mais preparado e criterioso de sempre

Um consumidor mais exigente de propostas totalmente personalizadas, mais preparado e criterioso, mais informado em tempo real. Assim se define o consumidor 3.0, segundo o estudo “O consumidor de 2030” da EAE Business School.

O maior desafio para as marcas será, de acordo com o estudo, transformar dados em informação relevante e, ao mesmo tempo, responder aos parâmetros éticos, “que deverão ser universalmente interpretados, assumidos e defendidos”.

O desenvolvimento do Big Data e o Smart Data permitirão uma maior segmentação, indo para além do individual no sentido dos momentos do dia, estados de espírito e disposição, entre outros fatores.

As empresas irão tentar converter os consumidores em aliados no momento de definição de novos produtos e serviços. Além disso, e devido à cada vez mais difícil diferenciação entre os produtos, graças à rapidez das réplicas e das tendências, as marcas irão apelar às emoções para incentivar o consumo.

O consumidor do futuro terá todo o tipo de produtos ao seu alcance, não importa a distância física que os separe. Consequentemente, a fidelização dos clientes representará um enorme desafio, que implicará o desenvolvimento de sistemas sofisticados de seguimento e atenção ao cliente, dado que o consumidor do futuro “será volúvel e estará preparado para os deixar sem avisar nem dar explicações perante outra oferta mais atrativa”.

A nível global, o consumidor 3.0 terá maior disponibilidade de rendimentos. Países como a China, Índia, Indonésia, Rússia ou Brasil contarão com milhões de consumidores de classe média que procurarão mais e melhores produtos. Mas o consumidor 3.0 será também mais envelhecido, pelo que, mais do a tecnologia mais sofisticada, será determinante ter a tecnologia mais acessível, simples e compreensível por todos.

Por outro lado, a mulher terá uma maior influência global, já que os seus rendimentos serão cada vez mais equiparados aos dos homens e os seus gostos e opiniões determinantes para as estratégias comerciais.

No futuro, o consumidor fará a imensa maioria das suas transações comerciais através de dispositivos móveis. As apps irão evoluir e desempenhar um papel importante nas vidas pessoal e profissional. Estarão presentes em todo o tipo de dispositivos e servirão para definir perfis de utilizador que as marcas irão aproveitar para projetar as suas ofertas.

Face à crescente digitalização, o objetivo do ponto de venda não será tanto cerrar o processo comercial, mas antes contribuir para a fidelização à marca e para a preferência por parte do cliente.

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