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Confiança entre os portugueses mantém-se acima da média europeia

Maioria dos portugueses modificou os seus gastos para poupar

Foto Shutterstock

No primeiro trimestre, os portugueses voltaram a mostrar-se mais confiantes do que a globalidade dos consumidores a nível europeu. Segundo os resultados do estudo “The Conference Board Global Consumer Confidence Survey”, conduzido em colaboração com a Nielsen, o grau de confiança registado entre os consumidores portugueses manteve ainda valores ligeiramente acima da média europeia.

Portugal obteve, no primeiro trimestre do ano, o valor de 90 pontos, revelando uma ligeira quebra face aos trimestres anteriores, mas mantendo a “marca” dos 90 pontos atingida ao longo do último ano. É importante mencionar, no entanto, que o trabalho de campo deste inquérito terminou no final de fevereiro, não refletindo, por isso, ainda os impactos da pandemia de Covid-19.

Saúde salta para o top das preocupações

A saúde surge, neste trimestre, como a principal preocupação para 30% dos portugueses. Com alguma relevância destaca-se também, mas já numa segunda posição, o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. O emprego, que ocupava a quinta posição no trimestre anterior, é agora a terceira principal preocupação.

Um certo pessimismo encontra-se refletido nas perspetivas de emprego para os próximos 12 meses, já que mais de metade (56%) dos inquiridos afirmam esperar tempos difíceis, no que diz respeito a esta situação, e quase metade (46%) não antevê perspetivas positivas para as suas finanças pessoais.

Nesse sentido, 62% dos portugueses afirmam terem alterado os seus gastos para economizar nas despesas domésticas, sendo as principais medidas de poupança em entretenimento fora de casa (51%), gás e eletricidade (50%), refeições take-away (48%), roupa (45%) e na procura de marcas de alimentação mais baratas (40%).

 

Consumo atinge pico

O crescimento entre os bens de grande consumo em Portugal apresentou, neste primeiro trimestre do ano, o maior crescimento em valor dos últimos anos (+14,5%), o terceiro mais elevado entre os 21 países analisados no estudo, apenas antecedido pela Turquia (+25,4%) e pela Hungria (+17,7%). O incremento em volume (+14%) verificado neste período foi o principal motor deste desempenho, ficando apenas atrás da Grécia.

Como explica Ana Paula Barbosa, Retailer Vertical Director da Nielsen Portugal, as vendas dos bens de grande consumo, no primeiro trimestre, são impactadas pelo efeito da pandemia Covid-19, particularmente no que respeita ao fator volume. Este período foi marcado por uma clara preocupação em armazenar produtos considerados essenciais para fazer face às medidas de confinamento instauradas. Destaca-se, de forma notória, entre as semanas 9 e 11, uma preocupação entre os consumidores em encher a despensa, sobretudo visível nas categorias de cuidado pessoal, cuidado do lar e alimentos, para se prepararem para a quarentena. A semana 11 impactou especialmente o primeiro trimestre, com um crescimento de 65% em valor em relação ao período homólogo”.

As marcas próprias apresentaram-se as mais dinâmicas (+18,6%), embora as marcas de fabricante tenham também crescido neste primeiro trimestre (+12,2%). Numa análise por categoria, destacam-se, com crescimentos em valor mais elevados, os alimentos congelados (+24%), a higiene do lar (+18%) e a mercearia (+16%).

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