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Como será o comércio em 2040?

Foto Shutterstock

Os avanços tecnológicos irão redefinir, ainda mais, o modo de viver, trabalhar, comprar e o lazer em 2040, com o comércio a ser uma das áreas que mais terá de mudar para se adaptar aos novos estilos de vida.

Esta é uma das conclusões do estudo “Commerce 2040 Revolutionary Tech Will Boost Consumer Engagement”, da Euromonitor International, que defende que os pontos de venda terão de sofrer não só uma adaptação tecnológica, mas todo um redesenho para se prepararem para o consumidor de 2040.

Muitas das lojas do futuro terão menos stock, reutilizando o espaço num centro de experiências orientado para o consumidor. Para se manterem em atividade, as empresas deverão continuar a reinventar-se, já que serão as marcas disruptivas aquelas que irão mais longe, criando uma experiência única e emocionante para os seus clientes.

Se, no passado, as compras foram transacionais, agora trata-se de uma viagem para construir relações. Uma viagem que já não é o fim em si mesmo, já que deverá proporcionar valor antes, durante e depois da compra, convertendo a transação numa relação.

As lojas físicas continuarão a ser uma parte crítica da jornada de compras, tanto em termos de compromisso de marca como de execução das compras, embora as suas funções evoluam. Os consumidores utilizam uma variedade de dispositivos e interfaces para ligar-se à Internet, o que afeta o modo como fazem as compras. Esta conectividade sempre ativa proporciona novos níveis de conveniência, simplicidade e conhecimento.

Espera-se que as marcas criem experiências adaptadas às histórias individuais dos consumidores e as comuniquem do melhor modo possível, seja por telefone, e-mail, redes sociais ou aplicações de chat. A experiência de estar na loja irá evoluir para adaptar-se melhor ao interesse específico de cada indivíduo, pelo que os consumidores poderão testar produtos no contexto da sua utilização final.

Os retalhistas irão aproveitar a tecnologia para facilitar as compras quotidianas, ao mesmo tempo que tentarão tirar proveito da curiosidade inata dos consumidores para ver, sentir e experimentar produtos específicos. Os wearables e a tecnologia de voz guiarão o consumidor nas lojas e os produtos serão automaticamente agregados a um carrinho de compras virtual, ao mesmo tempo que os robots serão utilizados no serviço ao cliente e gestão de stock. Algumas marcas e retalhistas poderão cobrar pela entrada dos consumidores em certas experiências, adaptando-as em função dos seus interesses.

As lojas que respondem ao desejo de conveniência do consumidor irão criar entradas separadas para a recolha das encomendas online. O reconhecimento facial identificará os consumidores quando entram na loja, o que permitirá aos retalhistas proporcionar-lhes uma experiência mais personalizada. Os pagamentos serão automáticos no momento de saída do ponto de venda e as compras serão mais contextuais.

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