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Como será o centro comercial pós-Covid?

Os centros comerciais começam a preparar o regresso à atividade, pelo que a consultora Knight Frank desenhou um protocolo para adequar os espaços à nova realidade pós-pandemia. O objetivo é garantir que a “customer journey” é feita com todas as medidas de higiene e segurança, sem descurar o conforto necessário para os clientes, colaboradores e retalhistas.

Ainda é cedo para saber que mudanças serão permanentes e temporárias, e estas dependerão das decisões das administrações, mas, em qualquer caso, o objetivo fundamental será transmitir a maior confiança ao consumidor e a todos os envolvidos (fornecedores, retalhistas, trabalhadores)”, afirma María Martínez, Property Retail Manager da Knight Frank.

O protocolo baseia-se em três grandes eixos: medidas sanitárias e de segurança, que devolvam a confiança e potenciem o regresso aos centros comerciais como espaços seguros; digitalização e responsabilidade social e corporativa.

No primeiro eixo de medidas, a proposta da consultora sublinha que o distanciamento social é uma das medidas chave da nova realidade e, para tal, os centros comerciais terão de reordenar os seus espaços. Neste sentido, recomenda-se a otimização da gestão das filas; o estabelecimento de acessos exclusivos de entrada separados dos da saída, para evitar o cruzamento de clientes; a implementação de espaços privilegiados para seniores, famílias, pessoas com incapacidade, profissionais de saúde, entre outros grupos; a intensificação da sinalética e o aproveitamento e fomento dos espaços exteriores.

Outras das medidas contempladas no protocolo consistem na incorporação de sistemas de higienização e limpeza com álcool-gel, mediante doseadores sem contacto, máscaras cirúrgicas, protetores de calçado, luvas descartáveis, etc. Assim como o reforço da renovação e purificação do ar.

A consultora também aconselha a gerir as zonas do food court, para garantir a separação entre meses e as medidas específicas a implementar neste sector. A isto soma-se evitar a utilização de espaços fechados, como elevadores, optando-se pelas escadas rolantes e rampas, onde a limpeza deverá ser extremada. Propõe-se, ainda, um acesso faseado dos colaboradores e fornecedores, cumprindo-se todas as medidas de segurança e higiene.

 

Responsabilidade social

O protocolo desenhado pela Knight Frank também contempla a adoção de um conjunto de medidas que reforcem a digitalização. María Martínez assinala que se deverá potenciar a comunicação online, tanto com os operadores como com os clientes, e mostrar uma ainda maior proximidade. Até porque o isolamento popularizou as compras à distância mesmo por públicos que não usavam estes canais. Nesta linha, recomenda-se o desenvolvimento do negócio online, ajudando os pequenos e médios operadores a impulsioná-lo.

De igual modo, a consultora alerta para a importância de fomentar as transações contactless, de modo a evitar o contacto físico e minimizar ao máximo o risco de contágio, assim como uma comunicação, em tempo rela, em suportes e meios digitais dos centros, do número de visitas, horários, etc.

Finalmente, o protocolo menciona a mudança de mentalidade em termos de responsabilidade social e corporativa. “Muitos grupos vão sair especialmente afetados desta crise”, reconhece María Martínez, sustentando que os centros comerciais deverão converter-se em agentes de mudança social, comprometidos com as comunidades, e conseguir tornar a emocionar a sociedade.

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