Vários centros e galerias comerciais geridos pela Nhood em Portugal passaram a integrar a Rede de Refúgios Climáticos | Stay Cool, uma iniciativa do Turismo de Portugal desenvolvida em colaboração com a Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC).
O objetivo é disponibilizar espaços com condições de conforto térmico durante períodos de calor extremo, reduzindo a exposição da população a temperaturas elevadas.
A rede foi criada no âmbito da Agenda para a Ação Climática no Turismo 2030 e identifica locais onde residentes e visitantes podem permanecer temporariamente durante as horas de maior calor.
Alegro e Forum Montijo entre os espaços aderentes
Entre os centros comerciais que passam a integrar a iniciativa encontram-se o Alegro Alfragide, Alegro Castelo Branco, Alegro Setúbal, Alegro Sintra e Forum Montijo, além de várias galerias comerciais sob gestão da Nhood.
Os espaços dispõem de climatização, zonas de descanso e horários alargados, características que permitem acolher pessoas que procurem proteção durante os períodos de temperaturas mais elevadas.
O acesso aos Refúgios Climáticos é gratuito e não obriga a qualquer consumo, permitindo utilizar estes espaços durante as horas mais críticas do dia.
Idosos e famílias entre os públicos mais vulneráveis
Embora os espaços estejam acessíveis a toda a população, a Nhood destaca a sua importância para pessoas particularmente vulneráveis aos efeitos do calor. Entre elas encontram-se a população idosa, famílias com crianças e pessoas que não disponham em casa de condições adequadas para enfrentar períodos prolongados de temperaturas elevadas.
A integração na rede pretende também facilitar a identificação destes locais, tornando mais visível a existência de infraestruturas climatizadas que já fazem parte do quotidiano das comunidades.
Segundo a Nhood, a iniciativa demonstra igualmente como ativos imobiliários existentes podem desempenhar novas funções na adaptação dos territórios às alterações climáticas.
Centros comerciais reforçam função social
“Nos dias de calor extremo, podem oferecer uma resposta simples e concreta: um local climatizado e acessível onde é possível permanecer durante as horas mais críticas”, afirma Luis Arrais, Iberian Property Director da Nhood.
O responsável considera que a adesão à rede permite colocar estes ativos “ao serviço de quem deles necessita” e reforçar a sua utilidade para os territórios onde estão inseridos.
Para a empresa, o projeto vai além da atribuição de uma nova designação aos centros e galerias comerciais. A intenção é incorporar a adaptação climática na própria gestão destes espaços e reforçar o papel que podem desempenhar na resiliência das comunidades. “É uma oportunidade para reforçar a utilidade social dos locais que gerimos e responder a uma necessidade concreta e crescente”, acrescenta Luis Arrais.
Infraestruturas existentes ganham novas funções
A Rede de Refúgios Climáticos enquadra-se numa tendência mais ampla de utilização de equipamentos públicos e privados como resposta aos impactos das ondas de calor.
No caso dos centros comerciais, a presença de climatização, áreas comuns, espaços para descanso e horários alargados permite aproveitar infraestruturas já existentes sem necessidade de criar equipamentos exclusivamente destinados a esta função.
Para a Nhood, a adesão à iniciativa aproxima ainda mais os centros comerciais das comunidades locais, alargando a sua função para além da atividade comercial.
A empresa gere atualmente 17,3 mil milhões de euros em ativos, distribuídos por cerca de mil localizações na Europa e África, e conta com uma equipa de 1.600 colaboradores.








