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Bebidas à base de canábis pode valer quase 520 milhões de euros em 2022

O mercado de bebidas à base de canábis pode valer cerca de 520 milhões de euros até 2022, só nos Estados Unidos da América.

De acordo com a Bloomberg, este segmento vai ultrapassar o crescimento de outras categorias alimentares à base de canábis, esperando-se que consiga capturar cerca de 20% deste mercado até 2022.

O interesse por parte de grandes “players” da indústria das bebidas começa a crescer, caso da Coca-Cola  que investiu recentemente neste segmento, através de um acordo com a empresa canadiana Aurora Cannabis. “Em conjunto com muitas outras empresas do sector das bebidas, a Coca-Cola está a analisar de perto a evolução do mercado de bebidas elaboradas à base de canábis não psicoativa como ingrediente para as bebidas de bem-estar funcional em todo o mundo. Este mercado está a evoluir rapidamente. No entanto, ainda não tomámos qualquer decisão”, disse uma fonte da Coca-Cola à Bloomberg.

Também os principais produtores de bebidas alcoólicas estão atentas a este fenómeno. A Constellation Brands, fabricante da cerveja Corona e da vodka Svedka, quase 3.500 milhões de euros na também canadiana Canopy Growth. “O mercado que se abre é, potencialmente, uma das oportunidades de crescimento global mais importantes da próxima década“, afirma à AFP Robert Sands, presidente executivo da Constellation Brands. As vendas de marijuana lega e produtos relacionados deverá alcançar os 172.465 milhões de euros em 15 anos e o mercado está a abrir “muito mais rapidamente do que o que se pensava“. 

Uruguai e Canadá já legalizaram a marijuana recreativa. Esta ainda é proibida pela lei federal dos Estados Unidos da América, mas nove estados já a legalizaram, enquanto outros suavizaram a sua proibição. O resultado é a proliferação de novos métodos de consumo de canábis, seja na forma de doces, bolos ou gelados. 

Nas bebidas, o crescimento será inevitável. A própria Diageo, a maior empresa de bebidas espirituosas do mundo, está em conversações com produtores canadianos. E no final de agosto, o CEO da Pernod Ricard, Alexandre Ricard, confirmou que seguia este mercado, para determinar a possibilidade de introduzir a canábis nas bebidas de gama alta.

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