in

Lojas pop up valem 43.000 milhões de euros em todo o mundo

Estima-se que, atualmente, o valor de vendas gerado pelas lojas pop up seja superior a 43 mil milhões de euros em todo o mundo. Assim o quantifica Javier Pérez de Leza, CEO e fundador do Future Retail.

As lojas pop up são os espaços efémeros que mudam constantemente de sortido, mesmo entre diferentes categorias. Remontam há mais de 700 anos, quando os primeiros mercados de Natal foram instalados em Viena. No entanto, só agora atingiram o seu momento de pico, dada a possibilidade oferecida a marcas, retalhistas tradicionais e digitais. “Num mercado como o atual, onde o cliente se sente especialmente atraído pelas lojas que despertam emoções e novas sensações, não há dúvida de que um conceito bem administrado de loja pop up é um formato para o futuro“, diz Javier Pérez de Leza.

No entanto, os objetivos são diferentes segundo cada tipo de operador. Assim, para as marcas, o seu uso dá a possibilidade de testar inovações antes de lançá-las ao mercado, enquanto que, para os “pure players”, oferece a possibilidade de colocar os pés no chão e ver como se defendem alguns dos seus principais produtos num ambiente tradicional. Para os outros retalhistas, significa uma forma de escoar produtos de forma rápida e independente do espaço da sua rede de lojas habitual.

Neste tipo de formato, a parte da experiência é fundamental. O consumidor deve perceber o sentimento de urgência e que existe apenas um número limitado de experiências disponíveis. “As pessoas gostam da sensação de fazer parte de algo especial e fugaz, sentindo que podem dizer: ‘eu estava lá antes de esgotar’. Como uma loja pop up é temporária por natureza, é menos provável que os clientes atrasem as compras. Noutras palavras, quando se entra numa loja pop up, a ideia de que os produtos não estarão disponíveis por um longo tempo deixa os consumidores mais dispostos a comprar algo naquele momento. E esse princípio funciona ainda melhor se o que se está a vender é um produto único, que não pode ser encontrado em nenhum outro lugar“, diz o especialista.

Hoje, dado o uso generalizado que lhes está a ser dado, as lojas pop up tornaram-se numa estratégia de canal em si. Todos os possíveis operadores, de um Carrefour a uma marca de luxo como a Hermés, recorreram a estes formatos temporários para alcançar consumidores a que não conseguiam aceder por meio dos canais tradicionais.

Ao mesmo tempo, as novas soluções tecnológicas estão a alimentar outras abordagens a este novo conceito. “Falamos, por exemplo, do uso da realidade aumentada ou de exibições tecnológicas. Aplicações de realidade aumentada estão a transformar espaços inanimados em portais de compras atraentes para o consumidor: viagens pelo espelho. Este é o caso do recente lançamento do Net-A-Porter por Karl Lagerfeld, onde o exterior da loja se tornou num ponto de interação ao vivo para os consumidores através do uso de dispositivos móveis“.

Os eventos também estão a gerar muito mais atividade emergente e efémera. E não é apenas o merchandising que acompanha os eventos, como o típico stand das t-shirts num concerto. As bandas estão a fazer mais lançamentos de álbuns, que são executados como experiências emergentes. O lançamento em si é um evento, muitas vezes com uma experiência cuidadosamente elaborada para o deleite dos fãs e muitas vezes ligada a uma loja pop up que serve de reforço ao evento.

Publicidade

Bebidas à base de canábis pode valer quase 520 milhões de euros em 2022

Aumentam as vendas de PCs na Europa Ocidental no terceiro trimestre