Logótipo da APED – Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição, entidade representativa do setor da distribuição e retalho em Portugal
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APED lança projeto-piloto para recolha e reciclagem de têxteis em Lisboa e Porto

A APED – Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição lançou um projeto-piloto, financiado pelo Fundo Ambiental, que visa promover a reciclagem de têxteis através da colaboração entre produtores têxteis, retalhistas, operadores de resíduos, entidades públicas e do Sistema Científico e Tecnológico Nacional e outros parceiros estratégicos.

A iniciativa encoraja os consumidores a darem uma nova vida aos têxteis que já não utilizam, através da sua deposição em contentores disponíveis em dez lojas presentes nas regiões da Grande Lisboa e Grande Porto.

As insígnias que se associaram ao projecto são Auchan, Decathlon, El Corte Inglés e Continente.

Novas regras de reciclagem de têxteis

A APED recorda que à luz da Diretiva (UE) 2025/1892, que prevê a implementação de sistemas de Responsabilidade Alargada do Produtor (RAP) para têxteis até 2028, os Estados-membros deverão preparar a sua implementação, assegurando a responsabilidade dos produtores pelo financiamento e organização da gestão dos têxteis em fim de vida.

Foi neste contexto que a APED desenvolveu este projeto-piloto, com o objetivo de conhecer o sistema atual, avaliar modelos de recolha e triagem, identificar as melhores práticas e ainda, compreender o comportamento do consumidor.

A iniciativa pretende gerar conhecimento e cooperação, bem como recomendações que apoiem o desenvolvimento de um modelo nacional de gestão de têxteis. A APED defende que só um modelo colaborativo poderá alcançar resultados e, nesse sentido, vai procurar envolver mais entidades, nomeadamente, as infraestruturas tecnológicas do sector têxtil, para assim alcançar melhores resultados.

Neste momento, o projeto já está em fase de recolha de têxteis pelo que decorre uma forte componente de sensibilização, incentivando a entrega voluntária de têxteis usados e assegurando que apenas são entregues materiais nas condições definidas no piloto.

O projeto é gerido pela APED com o apoio da consultora Minsait.

Têxteis válidos para entrega

São aceites peças de roupa de qualquer tipo, incluindo peças rasgadas, desgastadas ou manchadas, calçado individual ou em par, têxteis‑lar como lençóis, cortinas ou toalhas (exceto os que contenham enchimento) e acessórios têxteis como malas, cintos, luvas, cachecóis ou chapéus.

Em contrapartida, não são aceites têxteis molhados, materiais com resíduos orgânicos/químicos, acessórios não têxteis (bijuteria ou colares metálicos ou rígidos), têxteis acolchoados ou com enchimento volumosos (edredões, almofadas colchões), objetos não têxteis (plástico, metal, vidro, papel) e qualquer outro tipo de resíduos. Todos os artigos devem ser entregues secos e dentro de um saco fechado, preferencialmente limpos, embora também possam ser depositadas peças manchadas ou em mau estado de conservação.

Segundo Cristina Câmara, diretora de sustentabilidade da APED, “este piloto é um instrumento essencial para preparar o sector para as novas exigências europeias e para os desafios da circularidade. Desde logo, porque permite testar soluções em contexto real e compreender como melhorar a gestão dos têxteis em fim de vida. Ao envolver consumidores e parceiros, ajuda-nos a gerar conhecimento para apoiar a transição para o futuro modelo de gestão de têxteis em Portugal”.

Com esta iniciativa, a APED reforça o seu compromisso com a circularidade e com a promoção de um modelo mais sustentável de gestão de têxteis em Portugal.

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