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APED investe na sustentabilidade com redução das faturas em papel

A APED – Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição está a sensibilizar os seus associados para a redução das faturas em papel, desenvolvendo planos de digitalização e contribuindo, assim, para um consumo mais sustentável.

Embora a legislação seja recente, o sector da distribuição mostra novamente o seu pioneirismo, desta vez em medidas que contribuem também para melhorar a relação com o Estado e os consumidores.

No universo dos associados da APED estima-se que sejam emitidas mil milhões de faturas ao ano, o equivalente ao consumo de 1.400 toneladas de papel. A APED pretende participar ativamente na monitorização desta medida e já tem agendada uma reunião de trabalho com o Ministério das Finanças, onde terá oportunidade de sugerir novas medidas de simplificação em áreas relevantes para o sector. “Tendo em conta que a adoção desta medida é facultativa e que a legislação é muito recente, e para a qual a APED contribuiu ativamente com sugestões de melhoria, há ainda várias questões a aperfeiçoar no que diz respeito à sua operacionalização, mas a inovação sempre foi um fator distintivo no sector da distribuição e estamos certos que os nossos associados responderão positivamente a mais este desafio”, afirma Gonçalo Lobo Xavier, diretor-geral da APED.

A desmaterialização das faturas esteve em destaque num evento que decorreu na Sonae MC, um dos associados da APED, e que contou com a presença de Mário Centeno, ministro das Finanças, António Mendonça Mendes, secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Helena Borges, diretora geral da Autoridade Tributária e Aduaneira, e Isabel Barros, presidente da APED, com o objetivo de partilhar o plano de desmaterialização do arquivo documental em marcha na empresa.

Luís Moutinho, CEO da Sonae MC, e Rui Almeida, CFO da Sonae MC, reforçaram as vantagens da aposta na desmaterialização e na digitalização dos processos para as empresas nacionais, sublinhando os seus benefícios de maior eficiência, significativa redução de custos, otimização de recursos, libertação de capital humano para tarefas de maior valor acrescentado e incentivo ao desenvolvimento e utilização de novos instrumentos tecnológicos.

A Sonae MC, retalhista proprietária das lojas Continente, Continente Modelo e Continente Bom Dia, Continente Online, Meu Super, Bagga, Go Natural, Dr. Wells, note!, Well’s, Maxmat e ZU, iniciou o seu investimento em soluções para desmaterialização das faturas em 2007, sendo agora a aposta na digitalização uma realidade no seio da sua atividade. Atualmente, o arquivo central da Sonae MC contabiliza 90 mil contentores, que ocupam uma área de 1.400 metros quadrados, cujos custos associados representam cerca de 300 mil euros anuais. A fatura eletrónica do Continente, lançada em novembro de 2018, contabiliza cerca de 100 mil adesões, tendo já sido emitidas cerca de 740 mil faturas eletrónicas desde o seu lançamento, sendo que a desmaterialização total potenciaria a eliminação de mais de 150 milhões de faturas emitidas pela Sonae MC.

A empresa já emite um total de 30 mil faturas por ano em formato eletrónico a um conjunto de clientes empresariais. A nível empresarial (B2B), o consumo atual por ano da Sonae MC consiste em 130 mil documentos, 1,9 toneladas de papel, 195 mil litros de água, 1,18 toneladas de CO2 e 53 árvores.

A desmaterialização total permitirá acelerar a extinção das faturas em papel e reforçar a competitividade, possibilitando uma poupança estimada de 2,25 toneladas de papel por ano, que equivalem a 150 contentores.

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