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“A subida progressiva da inflação e das taxas de juros irá surpreender toda a gente”

Paulo Portas

Paulo Portas deixou claro que a crise que atravessamos é assimétrica e que levará o seu tempo a recuperar. O Grande Auditório da NOVA SBE, em Carcavelos, acolheu esta quarta-feira, dia 13 de outubro, o Congresso GS1 Portugal – (Des)codificar o futuro: desafios dos novos tempos, onde o antigo vice-primeiro ministro reforçou, ao longo da sua intervenção, a principal característica da pandemia: assimetria. “Esta situação fica marcada pela assimetria, tanto no que diz respeito à propagação do vírus, como à situação económica, ao processo de vacinação ou à velocidade de regressão para endemia”, explicou.

Para uma recuperação económica consistente, Paulo Portas acredita que será necessária a retoma de três grandes eixos da globalização: o comércio aberto e livre, o investimento internacional e a inovação, que considera ser o coração do valor acrescentado das economias.

 

Ásia

Ao longo da sessão, o antigo vice-primeiro ministro reforçou a importância que a Ásia, em particular a China, assumiu na economia mundial. “A Europa deixou-se ultrapassar em termos de inovação e demografia da população. A China é agora o principal fornecedor, o principal cliente, o principal parceiro e o principal destinatário de investimento estrangeiro”, assegurou.

No entanto, Paulo Portas alerta que não foi só a geografia do crescimento económico que mudou, mas também a “geografia do risco”, que agora está também na Ásia.  “Em poucas décadas a China deixou de ser um país rural, para passar a ser uma das economias mais desenvolvidas do mundo, em vias de ultrapassar até aos Estados Unidos da América”, afirmou.

Paulo Portas deixou ainda um alerta para “a subida progressiva da inflação, a principal inimiga da população mais pobre, e, por consequência das taxas de juros, que irão surpreender toda a gente”.

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