A Herdade do Rocim volta a ser o ponto de encontro de produtores e apreciadores de vinho da talha. No dia 14, acontece a nona edição do Amphora Wine Day, evento que este ano coincide com o relançamento do processo de candidatura da Produção de Vinho de Talha a Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO.
Este evento – que dará a oportunidade de provar vinhos de mais de quatro dezenas de produtores, de geografias como Portugal, Geórgia, Itália, França, África do Sul e Estados Unidos – nasceu com o objetivo de manter viva uma tradição secular. Trata-se de uma prática muito ligada ao Alentejo e que encontra no eixo Cuba, Vidigueira e Vila de Frades o seu triângulo dourado.
É neste eixo que se situa o Rocim, que, por um dia, se torna todos os anos a capital do vinho da talha, celebrando a cultura e o território associados a este saber-fazer ancestral. O Amphora Wine Day tem vindo a crescer ao longo dos anos, atraindo cada vez mais produtores, mas também cada vez mais entusiastas deste vinho que se distingue por uma técnica muito simples.
Como descreveu o CEO do Rocim, o enólogo Pedro Ribeiro, na apresentação do evento, em Lisboa, trata-se de um vinho cuja vinificação ocorre sem grandes bengalas tecnológicas, com a maceração a acontecer em ambiente de contacto pelicular em recipientes de barro – as talhas ou ânforas. E aí permanecer até ao Dia de São Martinho, 11 de novembro, como manda a tradição.
No Rocim a abertura das talhas – e a prova do primeiro vinho da colheita – acontece já há oito anos no Amphora Wine Day. Será o ponto alto de um programa que, além de prova livre dos vinhos presentes e de gastronomia, inclui duas provas comentadas. Assim, Rodolfo Tristão e Inês Salpico vão focar-se em vinhos portugueses, cabendo a Ivo Peralta e Gabriela Monteleone apresentar vinhos internacionais.







