Fachada de um edifício da Sonae, com jardins e arbustos em frente

Sonae cresce 6,3% e atinge 5,6 mil milhões de euros no primeiro semestre

A Sonae encerrou o primeiro semestre de 2026 com um volume de negócios consolidado de 5.586 milhões de euros, mais 6,3% do que no período homólogo, impulsionado pelo crescimento orgânico das operações de retalho e pela expansão das redes de lojas.

O EBITDA subjacente aumentou 13,3%, para 536 milhões de euros, enquanto o resultado líquido atribuível aos acionistas cresceu 20,5%, para 123 milhões de euros.

Só no segundo trimestre, o volume de negócios avançou 5,6%, para 2.851 milhões de euros. O EBITDA subjacente aumentou 10,2%, para 281 milhões, e a respetiva margem melhorou de 9,5% para 9,9%.

O resultado líquido atribuível aos acionistas alcançou 75 milhões de euros entre abril e junho, mais 27,3% do que um ano antes.´

EBITDA total aumenta 14,4%

O EBITDA consolidado da Sonae atingiu 600 milhões de euros no primeiro semestre, correspondendo a um crescimento homólogo de 14,4%. A margem aumentou de 10% para 10,7%.

O resultado operacional avançou 18,7%, para 278 milhões de euros, enquanto o resultado direto cresceu 40,4%, para 166 milhões.

Segundo a empresa, a evolução beneficiou do crescimento dos negócios nacionais e internacionais, de ganhos de eficiência e de melhorias na produtividade. Cláudia Azevedo, CEO da Sonae, destacou ainda um contributo já “significativo” da transformação apoiada por inteligência artificial.

A gestora afirma que a inteligência artificial, a digitalização e as iniciativas de excelência operacional estão a ser utilizadas para melhorar a tomada de decisão, aumentar a produtividade e elevar a experiência dos clientes.

MC cresce 7,9% e Continente reforça posição

A MC, que reúne as operações de retalho alimentar, saúde e beleza, alcançou um volume de negócios de 4,4 mil milhões de euros no primeiro semestre, mais 7,9% do que no período homólogo.

No segundo trimestre, as vendas avançaram 7,2%, para 2,3 mil milhões de euros.

O negócio de retalho alimentar cresceu 5,7% no trimestre, para 1,8 mil milhões de euros, apoiado por uma progressão comparável de 5,1%. No conjunto dos primeiros seis meses, o volume de negócios aumentou 6,8%, para 3,5 mil milhões de euros.

A Sonae afirma que o Continente continuou a ganhar quota de mercado, apesar da concorrência elevada e do investimento dos principais operadores em preço e comunicação.

O crescimento comparável foi transversal aos formatos físicos, enquanto o canal online apresentou um desempenho superior. A insígnia abriu três lojas no semestre: dois Continente Bom Dia e um Continente Modelo.

Wells e Druni crescem a dois dígitos

A área de saúde e beleza da MC apresentou um crescimento de 13,1% no segundo trimestre, para 469 milhões de euros.

No primeiro semestre, as vendas da Wells e da Druni aumentaram, em conjunto, 12,3%, para 906 milhões de euros. A evolução resultou do crescimento das lojas comparáveis e da expansão das redes em Portugal e Espanha.

A empresa indica que ambas as insígnias ganharam quota de mercado durante o período.

Worten aumenta vendas para 681 milhões

A Worten registou um crescimento de 7% no primeiro semestre, atingindo um volume de negócios de 681 milhões de euros.

No segundo trimestre, as vendas avançaram 5%, para 329 milhões de euros, com um crescimento comparável de 4,5%.

A evolução foi sustentada pela procura nas principais categorias de eletrónica e eletrodomésticos, pelo aumento dos volumes e pelo crescimento de dois dígitos nos serviços.

As lojas físicas e o canal digital contribuíram para o desempenho. O online representou aproximadamente 20% do volume de negócios total da Worten no semestre, enquanto a aplicação móvel reforçou o papel na geração de vendas e no relacionamento com os clientes.

A iServices passou a representar 8% do volume de negócios da área, mais 1,4 pontos percentuais do que um ano antes. As vendas em Portugal aumentaram cerca de 8% no segundo trimestre e as receitas internacionais quase duplicaram.

A empresa abriu dez lojas durante o trimestre, oito das quais fora de Portugal.

Musti cresce 14,7% com integração da ZU

No retalho especializado em produtos e serviços para animais de estimação, a Musti aumentou as vendas semestrais em 14,7%, para 277 milhões de euros.

No segundo trimestre, o volume de negócios avançou 13,8%, para 139 milhões de euros. O crescimento comparável foi de 2,1%, temporariamente condicionado pela introdução de uma nova plataforma de comércio eletrónico.

A evolução beneficiou também da integração da ZU em Portugal, adquirida em dezembro de 2025.

A Musti avançou ainda com a integração da Pet City nos países bálticos e anunciou, depois do encerramento do trimestre, a aquisição de três lojas Gaston na Suécia.

Sierra aumenta ativos sob gestão para 7,1 mil milhões

A Sierra registou um crescimento de 19% no resultado direto do segundo trimestre, beneficiando do desempenho dos centros comerciais, da expansão dos serviços e da atividade de desenvolvimento imobiliário.

Os ativos sob gestão aumentaram mais de 450 milhões de euros face ao período homólogo, para 7,1 mil milhões. O valor líquido dos ativos da Sierra atingiu 1,2 mil milhões de euros.

As vendas dos lojistas nos centros comerciais europeus cresceram 4,6% em termos comparáveis no primeiro semestre, enquanto a taxa de ocupação se manteve próxima de 99%.

A empresa prosseguiu também a estratégia de investimento em retalho alimentar no sul da Europa, em parceria com o Hahn Gruppe, através de aquisições em Portugal e Espanha.

O portefólio residencial foi reforçado com a incorporação de um projeto de habitação acessível para arrendamento no Porto, desenvolvido com o município e a Solive.

NOS aumenta resultado líquido em 34%

A NOS registou receitas consolidadas de 458 milhões de euros no segundo trimestre, praticamente estáveis face ao período homólogo.

O crescimento das áreas empresarial e de tecnologias de informação compensou a pressão no segmento de consumo e a ligeira descida da atividade de cinema e audiovisuais.

O resultado líquido da operadora aumentou 34%, para 78 milhões de euros. Nas contas da Sonae, o contributo da NOS pelo método da equivalência patrimonial foi de 28 milhões de euros no trimestre e de 48 milhões no semestre.

Dívida líquida diminui mais de 180 milhões

O investimento operacional realizado pela Sonae nos últimos 12 meses aumentou 7,4%, para 516 milhões de euros. O grupo investiu ainda 128 milhões em fusões e aquisições.

A dívida líquida consolidada diminuiu mais de 180 milhões de euros em termos homólogos, para 1,8 mil milhões. O rácio entre dívida e valor dos ativos, ou loan-to-value, recuou de 13,8% para 10,6%.

O valor líquido do portefólio aumentou 18%, para 5,6 mil milhões de euros, equivalente a 2,89 euros por ação.

A Sonae investiu ainda mais de 18 milhões de euros na comunidade durante o primeiro semestre, mais 12% do que um ano antes, através de doações, apoios financeiros e logísticos e iniciativas de educação e requalificação profissional.

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