A Fundação Jerónimo Martins apresentou um programa de apoio à reconstrução e recuperação de mais de 100 instituições nos municípios de Leiria, Marinha Grande e Ourém, em resposta aos danos provocados pela tempestade Kristin.
A iniciativa está a ser desenvolvida em articulação com as autarquias destes três concelhos e com a Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro.
O programa abrange creches, lares de idosos, estruturas de apoio a pessoas com deficiência, outras respostas sociais prioritárias e habitações de famílias vulneráveis identificadas pelas autarquias. A Fundação estima que possam beneficiar cerca de 12 mil pessoas, maioritariamente crianças, idosos e famílias vulneráveis.
Primeiras obras arrancam a 8 de junho
A iniciativa foi apresentada numa conferência de imprensa realizada no Centro Social Paroquial de Regueira de Pontes, em Leiria, uma Instituição Particular de Solidariedade Social com valências de creche, residencial sénior e apoio domiciliário a idosos, que foi severamente afetada pela tempestade e será uma das instituições abrangidas.
Entre março e maio, a fundação realizou um diagnóstico aprofundado, mobilizando assistentes sociais, engenheiros e empreiteiros, em articulação com as equipas das autarquias parceiras. As primeiras obras em cada um dos concelhos estão previstas para 8 de junho, com equipas técnicas de engenharia e construção constituídas para este programa.
Apoio começou nos primeiros dias após a tempestade
A Fundação Jerónimo Martins afirma estar no terreno desde os primeiros dias após a tempestade, que ocorreu na noite de 28 de janeiro. Nos sete dias seguintes, apoiou mais de 250 colaboradores do Grupo Jerónimo Martins e respetivas famílias, num esforço superior a três milhões de euros.
A esse montante somou-se mais um milhão de euros de apoio à comunidade, através da Estrutura de Missão, logo no mês de fevereiro.
A partir de março, foi realizada uma avaliação mais profunda dos estragos nos três municípios, com visitas a mais de 140 instituições. O levantamento das necessidades contou com o apoio das autarquias, da Estrutura de Missão e de mais de 20 entidades nacionais e locais.
A fundação refere que procurou ainda seguir as melhores práticas internacionais junto de entidades com experiência na recuperação de grandes desastres climáticos, incorporando esse conhecimento na definição do programa.
Programa 100% privado
Pela dimensão das intervenções e pelo modelo colaborativo, a Fundação Jerónimo Martins considera que este programa representa um projeto de apoio filantrópico em larga escala, com poucos precedentes no país.
A iniciativa pretende acelerar a reposição da normalidade e das condições de vida em Leiria, Marinha Grande e Ourém. O financiamento é de natureza 100% privada, sem recurso a dinheiro público.
“Nos dias seguintes à tempestade, a Fundação Jerónimo Martins apoiou de imediato os colaboradores do grupo afetados. Porque somos uma fundação que atua no terreno, percebemos profundamente o nível de devastação nesta região, o que nos levou a ampliar o apoio à comunidade, numa parceria inédita entre a sociedade civil e as entidades regionais para garantir que ninguém fica para trás”, afirma Marta Lopes Maia, presidente da Fundação Jerónimo Martins.
A responsável acrescenta que se trata de “um programa que procura dar uma resposta estruturada e de proximidade às populações afetadas, com especial enfoque nos grupos mais vulneráveis”.
Resposta de proximidade
Miguel Herdade, diretor executivo da Fundação Jerónimo Martins, sublinha que a equipa visitou “porta a porta” mais de 140 instituições que servem populações vulneráveis.
“Num trabalho de grande proximidade com as Câmaras Municipais de Leiria, Marinha Grande, Ourém e Estrutura de Missão, esperamos que este apoio demonstre o nosso esforço coletivo e responsabilidade da sociedade civil para resolver os problemas do país, neste caso apoiando as pessoas vulneráveis afetadas por esta tragédia”, afirma.








