Ícone de gráfico em queda representando insolvência financeira ao lado de calculadora, simbolizando dificuldades económicas e falência Foto Shutterstock

Constituição de empresas abranda e insolvências aumentam em março

As ações de insolvência registadas em março aumentaram, em termos homólogos, 54%. O total mensal foi de 435 empresas insolventes, mais 152 que em março de 2025.

Em termos acumulados, o aumento foi ligeiramente superior a 39%. Assim, o total foi de 1.207 insolvências, contra 868 no ano transato.

A análise por tipologia de ações evidencia um aumento superior a 25% nas declarações de insolvência apresentadas pelas próprias empresas. Tal corresponde a mais 72 apresentações.

Além disso, as declarações de insolvência requeridas por terceiros apresentaram um incremento de 45% no comparativo anual. Nesse sentido, houve mais 105 ações.

O global dos pedidos de insolvência requeridos, e apresentados no primeiro trimestre, traduz-se, assim, num diferencial de mais 177 ações, um incremento superior a 51%.

De igual modo, os encerramentos com plano de insolvência no primeiro trimestre evidenciaram um aumento superior a 74% face a 2025. Houve mais 23 planos aprovados.

Foram declaradas insolventes 654 empresas (encerramento de processos), mais 139 do que em 2025, traduzindo-se num incremento de 27%.

Porto e Lisboa foram os distritos com os totais de insolvência mais elevados: 289 e 272, respetivamente. Nesse sentido, face a 2025, os valores traduzem acréscimos de 39% no Porto e de 33% em Lisboa.

Paralelamente, no comparativo até final de março, os distritos com os maiores aumentos foram a Madeira (+389%), Santarém (+96%), Viana do Castelo (+88%), Évora e Bragança (ambos com incrementos na ordem dos 71%). O distrito de Viseu aumentou 69%.

Neste cenário de subidas generalizadas, há, contudo, distritos com variações negativas: Castelo Branco (-43%), Vila Real (-40%), Angra do Heroísmo (-25%) e Coimbra (-4,5%).

Por sectores de atividade, os incrementos mais significativos registaram-se nas telecomunicações (+200%), na hotelaria e restauração (+102%), no comércio por grosso (+67%), construção e obras públicas (+67%) e os transportes (+53%).

Apenas a indústria extrativa apresentou um decréscimo de 67% face aos valores apurados em 2025.

Quebra na dinâmica empresarial

No que respeita à criação de novas empresas, março encerrou com uma diminuição de 359 constituições face ao ano transato. O número decresceu de 4.909 para 4.550 novas empresas constituídas (-7%).

O acumulado ascendeu a 14.688 novas empresas criadas, menos 906 do que em 2025, o que significa decréscimo de 6%.

No distrito de Lisboa, foram constituídas 4.515 novas empresas (-2% face a 2025) e no Porto 2.618 (-1%).

Os distritos que apresentaram maiores variações percentuais negativas foram Horta (-32%), Madeira (-27%), Évora (-19%), Portalegre e Viseu (ambos com valores na ordem de -16%).

Os distritos com crescimento nas constituições no primeiro trimestre face ao período homólogo de 2025 foram Angra do Heroísmo (+8%) e Vila Real (+5%).

Por sectores de atividade, os primeiros três meses do ano encerraram com diminuições significativas nas áreas da eletricidade, gás e água (-40%). Também houve queda na agricultura, caça e pesca (-39%), nas telecomunicações (-29%) e no comércio a retalho (-20%).

Os sectores da construção e obras públicas e outros serviços foram os únicos que registaram incrementos na criação de novas empresas. Os aumentos foram de 3% e 1%, respetivamente.

Cartaz da conferência Grande Consumo: “Consumo na Era da Imprevisibilidade”, 4 de novembro de 2026, Taguspark, Oeiras
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