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3 tendências para 2022

Foto Shutterstock

Três tendências irão impactar os mercados globais de consumo em 2022, desde a tecnologia, que prevê o sucesso de potenciais romances, até marcas que combatem a “culpa de sobrevivente” da Covid-19 e a ansiedade ecológica, indica a Mintel.

Uma destas tendências é a necessidade de controlo. Em tempos de incerteza, os consumidores anseiam por uma sensação de controlo sobre as suas vidas. As marcas podem fornecer a informação e opções que os consumidores precisam para sentirem que estão em controlo.

Por outro lado, no rescaldo dos confinamentos e restrições, os consumidores estão ansiosos para sair dos seus limites e explorar experiências novas, tanto virtualmente como no mundo físico.

Finalmente, embora muitas marcas tenham marcado a sua posição sobre temas controversos, os consumidores querem ver progressos mensuráveis dos seus objetivos.

 

Necessidade de controlo

Os sentimentos de precariedade e de insegurança financeira, tanto criados, como exagerados, pela pandemia fizeram com que os consumidores estejam à procura de um sentido de controlo sobre todos os aspetos das suas vidas.

Mas a desinformação está a dificultar a tomada de decisões. Os consumidores precisam de clareza, transparência, flexibilidade e opções para decidir que vão ao encontro das suas necessidades e circunstâncias individuais. “O foco na entrega mais rápida evoluirá para a mais flexível, dando aos consumidores mais controlo sobre quando os produtos chegam, de modo a se adaptar aos seus horários ou para corresponder às suas outras necessidades específicas. O desejo dos consumidores de conhecer os potenciais resultados manifestar-se-á no desenvolvimento de tecnologias preditivas que possam antecipar acontecimentos adversos. Desde doenças a datas de morte prováveis até resultados de relacionamentos usando perfis de compatibilidade, a tecnologia evoluirá para dar aos consumidores o poder de planear com paz de espírito“, afirma Simon Moriarty, diretor da Mintel Trends na região EMEA.

 

Diversão em todo o lado

A manutenção da situação de pandemia e outras crises locais e globais causaram ansiedade e stress. De acordo com a consultora, muitos consumidores podem estar a sentir uma espécie de “culpa de sobrevivência” e, como resultado, as marcas estão a reconhecer a importância de elevar as pessoas, dando-lhes permissão para sentirem a felicidade mais uma vez.

Embora o stress causado pela pandemia possa deixar de ser central para as necessidades de diversão e escapismo dos consumidores escapismo, estes continuarão a procurar prazer e indulgência. Com as interações das marcas, através de campanhas, apps e transações, a assumirem cada vez mais elementos ‘gamificados’, em resposta ao interesse dos consumidores, espera-se também ver um recuo face à gratificação instantânea que oferecem. Esta tendência surgirá dos consumidores que têm uma abordagem mais consciente do prazer e da diversão“, comenta Simon Moriarty.

 

Ética sob escrutínio

A expectativas dos compromissos éticos das marcas estão a evoluir. Os consumidores foram além de simplesmente quererem que as marcas “sejam éticas” e exigem ver ações mensuráveis, transparentes e consistentes daquelas que escolhem apoiar. As empresas também terão de ser transparentes sobre as suas fraquezas, onde e porque razão falham e como planeiam abordar estas questões no futuro. “Toda a transparência no mundo não ajuda necessariamente os consumidores a compreender o impacto de uma marca e é por isso que é fundamental usar métricas que reflitam, com precisão, os problemas que as marcas estão a tentar resolver. Se uma empresa não está a medir adequadamente o que pretende corrigir ou mudar, é difícil determinar se estão a ser feitos progressos, quanto mais comunicar esse progresso de uma forma que os consumidores compreendam“, conclui.

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