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10 tendências gastronómicas para 2020

Foto Shutterstock

O TheFork, plataforma de reservas de restaurantes online na Europa, Austrália e América Latina, em parceria com a NellyRodi, agência internacional de inovação e criatividade, apresentam um estudo sobre as tendências na restauração para 2020.

Segundo o inquérito, mais de 89% dos portugueses acreditam que a gastronomia está no centro das preocupações da sociedade e que o sector irá testemunhar grandes desenvolvimentos e mudanças no futuro.

A primeira é sobre o que no Instagram é conhecido como #MindFood. Com mais de 65 mil publicações, esta tendência tem origem no interesse em conhecer a relação entre cérebro, humor e comida. Neste caso, os consumidores valorizam o que os alimentos podem proporcionar para além dos benefícios funcionais, numa sinergia entre o estado de espírito e a oferta gastronómica mais apropriada. Os restaurantes terão cada vez mais em consideração as emoções nas suas receitas, com o objetivo de oferecer pratos adaptados aos consumidores, muito para além de alimentos desintoxicantes e reconfortantes.

Alinhada à procura pelo bem-estar, a segunda tendência gastronómica diz respeito à relação dos alimentos com benefícios terapêuticos. As pessoas esperam cada vez mais terapias culinárias que correspondam ao seu estado emocional. Focando um ponto de vista mais científico, a indústria de alimentos é apaixonada por produtos com efeitos como, por exemplo, relaxante ou terapêutico. Os superalimentos estão a tornar-se parte integrante da nutrição e, portanto, da indústria de restauração, que oferece pratos complementares à medicina tradicional.

Por outro lado, os chamados “astro foods” vão destacar-se. Esta é a terceira corrente que é defendida por aqueles que consultam o seu signo todos os dias: além de conhecer o seu trabalho, amor e finanças, vão descobrir também os seus pratos ideais de acordo com o alinhamento das estrelas. Mais de 18% dos portugueses acreditam que o seu signo influencia os seus gostos gastronómicos.

O Instagram ainda é o rei das redes sociais, onde predominam as fotografias. Os restaurantes precisam de surpreender os seus consumidores e, assim, ter um lugar nas redes sociais. As experiências alimentares ultrapassam os limites dos sentidos e da realidade, em prol de novos tipos de consumo, como é o caso da realidade virtual ou estímulos sensoriais. A comida convida todos os sentidos a uma jornada extrassensorial, desde o prato até toda a envolvência do restaurante.

De acordo com a última tendência, encontra-se a quinta: o delírio alimentar, que consiste em deixar a criatividade voar para que seja artística. Esse novo estilo tenta aproximar-se de cozinhas criativas. E, no Instagram, o #FoodCrazy já tem mais de 143 mil posts. Mais de 37% dos portugueses dizem que são atraídos por cozinhas mais criativas (por exemplo, insetos, alimentos fluorescentes, etc). Portanto, o cenário e o envolvimento são cada vez mais cuidados para enfatizar o estranho, aproximando-se de um processo artístico. Além disso, cada vez mais amantes da gastronomia, precisam sentir-se parte de uma comunidade com a qual se sentem identificados, para compartilhar os mesmos gostos.

A sexta tendência são os clubes de comida, que estão na moda. 59% dos consumidores procuram relacionamentos exclusivos e experienciais com a marca (fonte Opinion Way), o que explica o porquê de os programas de fidelização serem hoje ultra direcionados, garantindo uma experiência mais memorável ao cliente, como é o caso do Oreo Cookie Club.

E, relacionado com a fidelidade, chega-se à sétima tendência: o cruzamento da gastronomia com outras áreas, como a moda. Cada vez mais, as marcas de moda integram nos seus negócios a restauração, criando espaços polivalentes para comprar e também desfrutar de uma ótima experiência gastronómica. Exemplo disso são o Gucci Osteria em Florença ou Citron e o restaurante parisiense de Simon Porte Jacquemus. Em Portugal, o Vogue Café Porto ou o JNcQUOI Avenida.

A tecnologia continua a ser muito importante, tornando-se a oitava tendência. E prova disso é o número de aplicações focadas na análise de alimentos, bem como os “empregados robôs”, que já não surpreendem em alguns restaurantes no Japão. 88% dos portugueses acreditam que a tecnologia tem um importante lugar no mundo da gastronomia.

Outra tendência é encontrada quando o foco se tornam as vozes relevantes no sector. “Do dizer ao fazer”, o papel de influenciadores e atores é crucial para colocar algumas questões na agenda social e, movidos para o mundo gastronómico, são os chefs que precisam de se envolver e posicionar no que diz respeito a questões ambientais. Segundo o estudo, para mais de 67% dos portugueses, o facto de um restaurante ser sustentável é um motivo decisivo na escolha.

De acordo com estes dados, a décima tendência diz respeito à culinária sustentável, sendo uma das mais importantes. Segundo a pesquisa, mais de 81% dos portugueses tem em conta a origem dos ingredientes na hora de comprar. Os consumidores estão cada vez mais a enaltecer as marcas que atuam na redução de problemas ambientais e relacionados com o plástico. Portanto, depende dos chefs abrirem as suas cozinhas e explicarem de onde os seus produtos chegam ao consumidor final, ultra comprometidos e preocupados com o meio ambiente.

Por último, para além das 10 novas tendências, não se deve esquecer a gastronomia de outros países. É importante notar que se concentra nas cidades de Hong Kong, Xangai e Taiwan, na culinária asiática. Da mesma forma, a culinária israelita começa a destacar-se e a afirmar as suas raízes em várias cozinhas por tudo o mundo.

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