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Vendas do Grupo DIA sobem 4,3% em Portugal

As vendas brutas sob insígnia do Grupo DIA em Portugal cresceram 5,7%, no primeiro trimestre, para os 209,6 milhões de euros. Numa base comparável, o crescimento foi de 9,3%.

Em termos líquidos, as vendas cresceram 4,3%, para os 148,9 milhões de euros, impulsionadas pelo aumento da frequência de abastecimento e pelas melhorias de equipamentos nas lojas, para destacar uma maior oferta de produtos frescos. Em março, as vendas aumentaram devido aos efeitos extraordinários da atividade comercial face à crise da Covid-19.

O EBITDA ajustado diminuiu 66,4%, em Portugal, pelo aumento de outros gastos de exploração relacionados com a crise do coronavírus, o que contribuiu para uma queda da margem de 110 pontos base para os 0,6%.

Globalmente, o grupo apresentou resultados estáveis, durante o primeiro trimestre, demonstrando os primeiros sinais positivos em vendas. As vendas líquidas atingiram os 1.696 milhões de euros, mantendo-se praticamente estáveis (-2,1%), apesar de uma descida de 11,7% no número de lojas e do efeito adverso da divisa do Brasil, com uma depreciação de 18,6%. Numa base comparável, as vendas cresceram 2,6%, impulsionadas pelo aumento de 6,9% na cesta média, que compensa com uma descida de 4% no número de operações.

A DIA alcançou vendas estáveis durante o primeiro trimestre, continuando com a melhoria das vendas comparáveis ainda nos primeiros meses do segundo trimestre, mostrando resultados iniciais positivos do nosso plano de transformação de negócio, que se encontra agora na segunda fase. Estes resultados foram apoiados numa firme disciplina de custos e no reforço da estrutura financeira, com fluxos de dinheiro positivos, uma descida da dívida líquida graças à melhoria do perfil de vencimentos e à otimização do capital circulante”, detalha Stephan DuCharme, presidente do Grupo DIA.

 

Margem bruta baixa

No primeiro trimestre, a margem bruta atingiu os 358 milhões de euros, menos que os 370 milhões de euros do período homólogo de 2019, devido ao aumento dos custos logísticos, base da melhoria estratégica da oferta de frescos, e como consequência dos custos extraordinários criados pela Covid-19.

O grupo sublinha que a resposta à pandemia foi eficaz, focada na segurança de clientes, parceiros e colaboradores, com as lojas bem abastecidas e sem problemas na cadeia de fornecimento. “Durante a crise da Covid-19, os nossos profissionais trabalharam sem descanso e eficazmente para servir os nossos clientes e estou muito orgulhoso do seu esforço, que se viu refletido nos sólidos fundamentos que estabelecemos. A nossa resposta perante a crise colocou em destaque o importante papel que a DIA desempenha na nossa sociedade. Reforçaremos, ainda mais, esse papel graças à iniciativa DIAContribuye2020, o nosso recente programa de apoio à sociedade, criado com o objetivo de ajudar a mitigar as consequências negativas desta situação sem precedentes”, acrescenta Stephan DuCharme.

No futuro, iremos focar-nos na evolução da oferta comercial da DIA para lidarmos com evolução dos comportamentos dos consumidores, oferecendo aos nossos clientes proximidade, simplicidade e soluções digitais, juntamente com um empreendedor grupo de franquiados”.

 

Objetivos 

A DIA completou a primeira fase de transformação de negócio, iniciada em maio de 2019. A segunda fase da transformação do negócio já está em marcha e as equipas de direção de cada país implementarão de forma ativa a rota definida, com supervisão de resultados, orientação estratégica e atribuição de capital da estrutura corporativa central. As prioridades imediatas para 2020 incluem o desenvolvimento da proposta de valor comercial da DIA e o novo conceito de loja baseado nas lições retiradas da primeira fase, nos comportamentos de consumo pós-Covid-19, assim como no maior alcance dos projetos online e de entrega rápida.

O Grupo também anunciou os seus objetivos até 2022, com o crescimento das vendas líquidas de 7% a 7,5%, apoiado nas vendas comparáveis (crescimento de 5% a 7%), juntamente com o arranque gradual de outras iniciativas, entre as quais se incluem remodelações e relocalizações, assim como, novas aberturas a partir de 2022.

Vendas líquidas por país

Espanha – 1.059,9 milhões de euros (+1,9%)

Portugal – 148,9 milhões de euros (+4,3%)

Brasil – 251,5 milhões de euros (-23,1%)

Argentina – 235,8 milhões de euros (+5,6%)

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