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Vendas de eletrónica de consumo e de eletrodomésticos crescem 3,4% em 2016

A venda de bens de consumo tecnológicos (BCT) em Portugal registou um aumento de 3,4% em 2016, face a 2015, revela o painel da GfK, que monitoriza estes mercados. Este é um sinal de retoma das compras dos portugueses nestes produtos, em parte causado pelo maior dinamismo do sector imobiliário.

O crescimento em vendas é notório nos grandes eletrodomésticos, com um aumento de 8,1%, e nos equipamentos de telecomunicações que registaram mais 6,7%, face a 2015. Por outro lado, a fotografia e o sector de informática (TI) apresentaram as piores performances no ano, com quedas nas vendas de 10% e 5,1% por cento, respetivamente.

A tendência atual que a GfK está a evidenciar parece estar numa divisão entre os consumidores que abandonaram as máquinas fotográficas para usarem os smartphones para fotos e, por outro lado, os consumidores que reforçam e melhoram a sua utilização das câmaras fotográficas. Assim, apesar de uma queda acentuada na procura por câmaras, os consumidores de máquinas procuram novas lentes intermutáveis, dando assim uma nova vida aos seus equipamentos. No entanto, não é suficiente para fazer crescer este mercado.

O ano de 2016 foi particularmente positivo para o segmento das televisões, potenciado também pelo evento “Euro 2016”, crescendo 6,8% em valor face a 2015. Ou seja, cerca do dobro do crescimento do mercado total BCT em Portugal. Noutra área, as potencialidades do conceito “multiroom“ (com tecnologia wireless) têm feito crescer significativamente o mercado de colunas e das Docking/ Mini Speakers. A preferência crescente por ouvir música em formato digital está a ajudar nesta tendência de consumo.

De acordo com a informação da GfK, os portugueses compraram ligeiramente menos computadores portáteis em 2016, em valor, comparando com 2015. Os tablets estão cair muito nas vendas, pois em 2016 comprou-se quase menos 25%, em valor, face ao ano anterior. Por outro lado, com novas resoluções, formatos e funcionalidades, os consumidores procuram adquirir novos monitores para os seus computadores, apesar de não ser suficiente para dar uma evolução positiva nas vendas do mercado TI em 2016.

Este segmento cresceu 6,7% em vendas no ano passado, face a 2015. A procura por phablets continuou a diminuir, uma vez que os consumidores não demonstram muita apetência por este tipo oferta. À medida que os portugueses gastam mais na aquisição dos seus smartphones, há também aumento no gasto em acessórios. Diga-se, ainda, que o Natal do ano passado foi particularmente forte para a categoria telecomunicações, que cresceu quase 13% no último trimestre do ano 2016.

No total do ano 2016, os grandes eletrodomésticos cresceram em vendas de retalho 8,1% em valor face 2015. A substituição do equipamento velho e o maior dinamismo do mercado imobiliário – ligado à reconstrução e venda de casas – continua a ser o motor do crescimento desta categoria. Uma das consequências é o crescimento acentuado dos produtos de encastre, uma tendência forte em Portugal. Por outro lado, os secadores de roupa estão com um aumento de dois dígitos e tiveram o mais rápido crescimento desta categoria no último trimestre. 

O forte crescimento dos produtos de sazonais relacionados com o clima, ao longo do ano, com este segmento a acelerar 6,9% no último trimestre, resultou num ano muito positivo para os pequenos eletrodomésticos, em que as vendas cresceram 5,4%, face a 2015, em valor.

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