Smartphone com a aplicação TikTok aberta no ecrã, segurado na mão, sobre fundo degradê em tons de rosa e laranja Foto Shutterstock
Retalho

TikTok Shop pode tornar-se no terceiro maior retalhista global até 2030

Plataforma de social commerce acelera crescimento e ameaça gigantes do retalho tradicional

A plataforma de comércio eletrónico TikTok Shop está a ganhar uma dimensão no retalho global que a pode posicionar, já em 2030, como o terceiro maior retahista do mundo. Ficará atrás apenas da Amazon e da Pinduoduo.

Segundo um da agência Flywheel, a divisão de comércio eletrónico do TikTok poderá concentrar cerca de 14,6% de quota de mercado global. Este valor traduzir-se-ia num volume de vendas anual estimado em um trilião de dólares.

Atualmente, a TikTok Shop opera oficialmente em dezenas de países, incluindo mercados-chave como Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Espanha e grande parte do sudeste asiático. Tem vindo também a expandir gradualmente a sua presença e capacidade logística.

Grande crescimento

Lançada, em 2023, como serviço de comércio integrado dentro da aplicação TikTok — propriedade da tecnológica chinesa ByteDance — a TikTok Shop combina conteúdo, entretenimento e compras numa experiência de social commerce. Além disso, os utilizadores podem descobrir produtos diretamente nos vídeos e comprar sem sair da plataforma.

Este modelo tem impulsionado um crescimento acelerado das transações, especialmente em categorias como beleza, saúde, bem-estar, artigos para casa e moda. Nestas, a plataforma tem-se destacado pela capacidade de transformar conteúdos virais em compras diretas.

Dados de terceiros também apontam que a TikTok Shop já rivaliza com plataformas tradicionais. Nalguns trimestres recentes, as vendas aproximaram-se dos números de marketplaces tradicionais bem estabelecidos, como o eBay. Foram registados quase 19 mil milhões de dólares em mercadorias vendidas globalmente num único trimestre.

Ameaça aos retalhistas clássicos

Segundo o estudo, se as projeções se confirmarem, a TikTok Shop poderá ultrapassar retalhistas tradicionais de grande escala como a Walmart. Assim, passará a ocupar um lugar de destaque no ranking mundial de vendas.

A ascensão do social commerce — impulsionada por algoritmos que favorecem a descoberta de produtos, conteúdos gerados por utilizadores e eventos de live shopping — tem sido um diferenciador crucial para esta trajetória.

O crescimento deste modelo representa um desafio para os players tradicionais que dominam há décadas. Ao mesmo tempo, cria oportunidades para marcas e pequenos vendedores que conseguem aproveitar a visibilidade e o alcance da plataforma. Este fenómeno é ainda mais relevante num contexto em que as interações de compra estão cada vez mais integradas nos fluxos de consumo de conteúdo.

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