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Schweppes contrata detetives para vigiar a venda de água tónica

A Schweppes está a recorrer ao serviço de detetives em Espanha, para garantir que a Red Paralela, um distribuidor catalão, deixou de importar a sua água tónica do Reino Unido, país onde a marca é pertença da Coca-Cola.

Segundo confirmaram fontes jurídicas ao El Economista, o objetivo desta decisão da Schweppes é assegurar que se cumprem as medidas cautelares ditadas em 2014 pelos tribunais, enquanto se aguarda por uma decisão definitiva.

Os representantes legais da Schweppes explicam que não têm forma de saber se a Red Paralela, que abastece o mercado da hotelaria, está a cumprir ou não a resolução do tribunal, que a impede de importar a água tónica até que saia a sentença.

Até agora, a Schweppes já apresentou 45 queixas contra distribuidores espanhóis por adquirirem o produto à Coca-Cola no mercado britânico, onde este é mais barato, e posteriormente vendê-lo em Espanha. Sete sentenças foram a seu favor, mas a justiça espanhola quis esclarecer questão junto do Tribunal de Justiça da União Europeia. Em dezembro, este determinou que “o direito da União Europeia impede que o titular de uma marca nacional se oponha à importação de produtos idênticos designados com a mesma marca e procedentes de outro Estado-membro, no qual esta marca, que inicialmente pertencia ao mesmo titular, é atualmente propriedade de um terceiro, que adquiriu os direitos sobre a mesma”.

Em 1999, a Cadbury Schweppes chegou a acordo com a Coca-Cola para a venda do seu negócio de bebidas refrigerantes em todo o mundo, com exceção dos Estados Unidos da América, França e África do Sul, por 1.570 milhões de euros. Os problemas começaram quando as autoridades da concorrência europeias vetaram a operação, por considerar que a Coca-Cola tinha uma posição dominante, pelo que só poderia ficar com a marca Schweppes no Reino Unido, na Irlanda e na Grécia. Após várias transações, a marca acabou por ir parar ao universo Suntory, que agora está a deparar-se com a sua importação do mercado britânico, onde pertence a um concorrente.

A única forma que a Schweppes tem de evitar esta importação é demonstrar aos tribunais que não mantém vínculos económicos com a Coca-Cola e que não potenciou, de forma deliberada, a impressão de que se trata de uma insígnia única e global. “Tanto a Coca-Cola como o Grupo Schweppes Suntory atuam em cada um dos países onde são titulares da marca, daí que o fabrico da tónica seja diferente quanto ao sabor, ingredientes, rotulagem e preço de venda ao público”, assegura a empresa.

De acordo com a Schweppes, a importação da tónica britânica implica uma perda de 6% das vendas.

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