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Saúde e beleza vão liderar a procura de espaço físico no retalho

Os retalhistas vão continuar a optar por espaços físicos para abrir as suas lojas nos principais mercados de retalho durante os próximos cinco anos.

De acordo com um estudo da CBRE, o sector da saúde e beleza é o que mais vai impulsionar os requisitos de crescimento no futuro.

O novo estudo examina seis grandes mercados de retalho – China, Estados Unidos da América, Espanha, Alemanha, Itália e Reino Unido -, focando-se nas necessidades projetadas de espaço de retalho nos próximos cinco anos nos sectores da distribuição, vestuário e calçado, saúde e beleza e casa e jardim. A CBRE prevê que o crescimento na procura de espaço no sector da saúde e beleza vai superar os outros sectores, com a China a crescer 8,1%, seguida da Alemanha (4,5%), Itália (4,2%), Reino Unido (1,7%), Estados Unidos da América (1,6%) e Espanha (1,1%).

O crescimento neste sector vai continuar a ser impulsionado pela tecnologia e inovação, assim como pelos próprios consumidores, que estão a investir cada vez mais no seu bem-estar. Natasha Patel, Global Retail Research Director na CBRE, afirma que “a tecnologia, a inovação e as redes sociais têm sido fundamentais para o sucesso do sector da saúde e beleza e vão continuar a ser parte integrante das estratégias de negócio nos próximos anos. Gradualmente, as marcas têm vindo a introduzir ecrãs de maquilhagem virtual, permitindo aos consumidores não só visualizar os produtos antes de os comprarem, mas acima de tudo criando uma experiência única que os atraia às lojas físicas. As abordagens omnicanal, que combinem redes sociais e lojas físicas, são cada vez mais comuns no sector, tanto que há evidências de marcas que já analisam perfis de redes sociais de modo a poderem colocar as suas lojas em locais estratégicos”. 

Os dados avançam que o sector da casa e jardim vai sentir um crescimento significativo em termos de requisitos de espaço. Na China, vai ser necessário 20,4% de espaço adicional, seguida da Espanha (2,3%), Itália (1,2%) e Alemanha (0,8%).

Os sectores do vestuário e calçado e distribuição também deverão sentir um crescimento sustentado em diversos mercados. Na Europa, a Espanha lidera em ambas as categorias, com um aumento de 2,2% e 1,2% nas necessidades de espaço, respetivamente. David Close, Head of EMEA Occupier transactions na CBRE, acrescenta que “os sectores da distribuição, saúde e beleza, vestuário e calçado e casa e jardim têm uma oportunidade única para redefinir o retalho tradicional e prevemos uma procura estável por espaço de retalho em muitos dos mercados em cada um destes sectores. Ainda que o sector do retalho esteja a sofrer uma grande transformação, a loja física vai continuar a ser um fator determinante na aquisição e retenção de clientes e na receita global das empresas. Os nossos dados mostram que, apesar de um aumento nas vendas online, os consumidores continuam a preferir a experiência de retalho omnicanal e as lojas físicas vão continuar a ser uma parte crítica na inspiração, educação, testes e ‘engagement’”, remata.

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