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Roupa virtual substitui compras online por impulso

Foto Shutterstock

Durante a pandemia, o rápido aumento das plataformas de e-commerce potenciou os gastos não planeados e as compras por impulso. À medida que a roupa virtual ganha popularidade através de apps e videojogos, as pessoas podem agora satisfazer a vontade de comprar novos artigos sem forçar as suas finanças e com o mínimo de danos para o ambiente.

Apesar do aumento do desemprego e das dificuldades económicas durante a pandemia, as despesas na Internet atingiram novos máximos. Por exemplo, a quota das transações de retalho realizadas online, no Reino Unido, aumentou para 16%, em fevereiro de 2021, no espaço de 30 dias.

Este comportamento contraditório pode ser atribuído à busca de algum consolo através das compras, uma vez que a pandemia aumentou em 30% os sentimentos de ansiedade e tristeza juto dos jovens adultos.

Com um estudo recente a relatar que 50% dos inquiridos está interessado em comprar um ativo digital no próximo ano, os gastos online podem voltar a mudar, devido à redução dos custos financeiros e ambientais.

 

Roupeiros digitais substituem compras tradicionais

No entanto, a par do aumento das compras online, os confinamentos também aceleraram a moda digital, à medida que as pessoas se viravam para os mundos online para interação. As tendências de vestuário mainstream estão a tornar-se cada vez mais predominantes em videojogos e apps, incluindo de grandes nomes como Louis Vuitton ou Moschino, que estão a experimentar coleções digitais.

As peças de roupa virtuais vêm a uma fração do custo financeiro e ambiental dos artigos físicos, o que significa que as pessoas ainda podem experimentar a gratificação de fazer compras com danos minimizados. “A maior diferença entre o estilo nos videojogos e as compras de roupa na vida real é a longevidade. A indústria da moda e as lojas de moda físicas precisam de pressionar constantemente o ciclo das coleções e é do seu interesse retirar uma coleção antiga e para dar lugar ao stock novo“, afirma Povilas Katkevičius, designer de jogos da Nordcurrent. “A moda nos videojogos não requer isto. Claro que precisamos de criar novos artigos, porque a novidade é sempre excitante e interessante, mas não precisamos de retirar as nossas coleções. Temos um espaço de prateleiras interminável, no mundo virtual, em que estilos antigos e novos podem misturar-se com as criações dos nossos jogadores“, prossegue.

 

Replicar virtualmente as compras na vida real

Aplicações e videojogos que apresentam um alto nível de personalização podem replicar as experiências de compras na vida real e apresentam novas oportunidades para satisfazer os consumidores mais impulsivos, que querem fazer compras num ambiente livre de consequências. “O Pocket Styler, que permite aos jogadores vestirem o seu avatar usando itens de um extenso catálogo, pode fornecer aos jogadores a satisfação de comprar um novo artigo sem precisar de meios financeiros excessivos“, explica Povilas Katkevičius. “Apesar de não receberem um item físico das compras, muita da gratificação instantânea para a nossa comunidade vem do próprio estilo”.

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