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Retalhistas britânicos preocupados com escassez de alimentos provocada pelo Brexit

Foto Shutterstock

As cadeias retalhistas do Reino Unido mostraram a sua extrema preocupação perante uma saída drástica da União Europeia, no próximo dia 29 de março, e preveem que se produza uma escassez de alimentos e aumento dos preços.

A Sainsbury’s, a Co-op e o Lidl são alguns dos signatários de uma carta enviada aos deputados da Câmara dos Comuns, onde indicam que milhões de consumidores poderão ser afetados por uma “interrupção significativa” no abastecimento após um Brexit sem acordo. Neste sentido, recordam que estas cadeias estão “estreitamente vinculadas” à Europa, já que “quase um terço dos alimentos consumidos no Reino Unido é proveniente da União Europeia”.

Os retalhistas notam ainda que, em março, a situação será até mais grave, já que a produção no Reino Unido está fora de época. “90% das nossas alfaces, 80% dos nossos tomates e 70% da nossa fruta é proveniente da União Europeia nessa época do ano”.

A carta, endereçada pelo British Retail Consortium, menciona a necessidade de se encontrarem “rotas alternativas de abastecimento”, mas que as “opções são limitadas e não existem ferries suficientes”.

As cadeias asseguram que, por precaução, estão a armazenar boa parte dos seus produtos, mas reconhecem que a capacidade total do seu armazenamento congelado e refrigerado está a ser atingida.

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