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Quinta do Convento Branco 1999 chega ao mercado

A Kranemann Wine Estates coloca no mercado um improvável branco DOC Douro, com 20 anos de evolução, numa edição especial de apenas duas mil garrafas. O mais recente lançamento o projeto duriense do enófilo de origem alemã Christoph Kranemann tem por base um contexto que poderia ser considerado ficção, não fosse o mesmo constituir o contexto real para o lançamento do mesmo. É que o Quinta do Convento Branco 1999, que agora chega ao mercado, foi encontrado aquando da realização de um inventário aos vinhos existentes.

Aí surgiram as surpresas, em plenas catacumbas do Convento de São Pedro das Águias. Entre barricas de Porto antigos, tintos e brancos, surgiu um amontoado de garrafas de um Douro, de cor dourada, bem evoluído. A primeira rolha aberta revelou algo de extraordinário na garrafa. A segunda, a terceira, a quarta e a quinta confirmaram que não era exceção. E a regra confirmou, aproximadamente, duas mil garrafas de um branco complexo, pleno de aromas terciários e com uma acidez bem vincada. “Um vinho untuoso e rico. Ou antes, uma relíquia, que se soube depois ter nascido de uma vindima de 1999, precisamente das vinhas velhas em frente ao convento“.

Agora, 21 anos depois, o Quinta do Convento Branco 1999 é então lançado no mercado, pela Kranemann Wine Estates. “É uma edição especial, uma oportunidade de regresso ao passado, para uma viagem extraordinária pela expressão do terroir do Vale do Távora, que nos oferece vinhos de enorme qualidade e potencial de evolução”, explica o enólogo Diogo Lopes. “Encontrámos este branco em perfeitas condições de conservação, numa sala em plenas catacumbas do convento, fresca, escura e húmida, onde antigamente se faziam enchimentos e se armazenava vinho do Porto. Naturalmente tomámos a decisão de colocá-lo no mercado. É seguramente o vinho mais fácil da minha vida”, termina Diogo Lopes.

A enóloga residente, Susete Melo, complementa, por sua vez. “Descobrimos estas garrafas quando chegámos à quinta e avançámos para a contagem de stocks. Ao princípio disseram-nos que já devia ser vinagre. Tratava-se de um vinho que uma anterior proprietária, a Madame Mordant, conhecida como a Senhora do Convento, tinha guardado para fazer uma parede decorativa que, afinal, nunca se ergueu. Foi engraçado ver as expressões de surpresa nas caras da nossa equipa quando se começou a provar o vinho. Fantástico”.

Este néctar, composto por um “field blend” de Vinhas Velhas, chega agora a mercado com o PVP recomendado de 32,50 euros e edição limitada de duas mil garrafas.

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