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Que desafios são colocados às marcas pelo coronavírus?

Foto: Robert Wei / Shutterstock.com

O coronavírus está a ter um grande impacto no comportamento dos consumidores, que estão a mudar os seus hábitos de consumo, o que está a colocar novos desafios para as marcas. A Ipsos analisou estas mudanças na conduta dos consumidores de vários mercados onde o coronavírus teve um elevado impacto e definiu seis estratégias que as marcas podem ativar para se conectar aos consumidores nesta nova realidade.

A análise relembra que o coronavírus apresenta uma série de desafios para as marcas e responsáveis políticos. Concretamente, no que respeita ao comércio, assinala que “já estamos a observar mudanças drásticas no comportamento do consumidor, como a compra a granel, o aumento no comércio de baixo contacto e o evitar de multidões”. Quando muda o contexto e padrão de vida das pessoas, “as marcas devem perguntar-se como podem responder e agregar valor à luz desta nova realidade. Por agora, parece que muitas marcas não estão seguras se deveriam responder ou como”, explica o estudo “Coronavírus e mudança de comportamento”, que acrescenta que existe um temor saudável de se ser visto como inapropriadamente oportunista.

O estudo explica que embora seja fundamental evitar ser percecionado como um especulador da crise, as marcas podem desempenhar um papel na melhoria da vida das pessoas diante o período em que o contexto em mudança significar que têm de alterar o seu comportamento para se manterem saudáveis. “Há várias formas como as marcas podem aproveitar as diferentes influências na tomada de decisão, para ajudar as pessoas a adaptar-se a este contexto em mudança e apoiar a alteração de comportamento”.

A Ipsos destaca que o mais importante é estar presente nas relações com o consumidor. “Temos uma vantagem única em que as marcas podem ganhar confiança, ao manter a presença e ao oferecer um valor relevante num período de maior ansiedade”. Deste modo, o estudo identifica seis estratégias paras as marcas. A começar pela sua conversão numa fonte de verdade e de impacto positivo. As marcas podem desenvolver relações mais profundas com os consumidores, ao ser uma fonte de informação fidedigna e precisa.

Outra das estratégias é mostrar empatia e oferecer conforto. Nesse sentido, as marcas podem conectar-se com os consumidores, dando-lhes apoio moral.

Ajudar a construir novas rotinas em casa faz também parte deste conjunto de estratégias. As marcas podem ajudar as pessoas a fazem um bom uso do tempo que passam em casa e a impulsionar a interiorização de novos hábitos, abundando-as a sentirem-se bem na forma como gastam o seu tempo.

As marcas devem também fazer um esforço adicional no sentido de proporcionarem alternativas digitais. Na China, as vendas online de automóveis aumentaram nas primeiras semanas da crise, apesar da queda geral na comercialização destes bens. Também existem muito eventos profissionais online e muitos museus começaram a criar uma experiência digital, criando salas virtuais onde se mostra arte.

Ao ter novos comportamentos, as pessoas podem sentir-se um pouco coibidas, como se fossem as únicas a prática-los. Este sentimento de marginalizarão pode ser uma barreira à mudança de comportamentos, pelo que pode ajudar ilustrar a prevalência e o consenso social do comportamento. Se as pessoas sentirem que os outros também estão a ter esse comportamento, é muito mais provável que o mantenham.

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