in ,

Quais foram as ruas comerciais europeias mais afetadas pela pandemia?

Oxford Street Foto Daniel Vine Photography/Shutterstock

A Oxford Street, em Londres, no Reino Unido, foi a rua comercial europeia onde se registou uma maior queda de tráfego pedonal, como consequência da pandemia, de acordo com um estudo da Mytraffic e da Cushman & Wakefield.

O estudo centrou-se nas localizações mais icónicas de Paris, Londres, Berlim, Roma, Madrid e Bruxelas. As ruas foram classificadas em função da sua média mensal de afluência de pessoas desde março de 2020, comparando com o valor de referência pré-pandemia.

Nesse sentido, o tráfego pedonal mensal médio na rua londrina caiu 71%, entre março de 2020 e março de 2021, mais do dobro da descida verificada na Kurfürstendamm, em Berlim, na Alemanha, que, das ruas analisadas, foi a que registou uma maior afluência, com uma queda de, “apenas”, 35%.

Em Roma, em Itália, o tráfego na Via del Corso caiu 66% e, em Bruxelas, na Bélgica, a Rue Neuve registou uma descida de 65%. A Gran Vía, em Madrid, em Espanha, com uma queda de 63%, foi também uma das mais ruas europeias mais afetadas, assim como a Avenida dos Campos Elíseos, em Paris, em França, onde a afluência de pessoas reduziu 44%.

 

Longe dos níveis pré-crise

Ao longo do mês de abril de 2020, as principais ruas comerciais europeias, outrora repletas de pessoas, encontravam-se desertas. Apenas a Kurfürstendamm conseguiu manter até 25% da sua afluência habitual. Sem estabelecimentos designados como “essenciais” e privadas de turistas, nenhuma destas ruas recuperou, desde então, os níveis de afluência anteriores à crise. “Com os confinamentos e as fronteiras fechadas, as principais ruas comerciais europeias, juntamente com as lojas que as integram, permaneceram historicamente subutilizadas durante um ano”, assinala o estudo.

Como consequência, aumentaram os encerramentos de lojas, sobretudo no sector têxtil. Em Oxford Street e nos Campos Elíseos, a superfície comercial disponível, mas não necessariamente vazia, representa 25% do total.

Efeito direto dos encerramentos de lojas, o valor dos alugueres desceu, em quase todas as ruas, cerca de 20% num ano. O estudo nota que se trata de uma correção do mercado sem precedentes para um período tão curto de tempo.

 

Previsões

A médio e longo prazo, as principais ruas comerciais tenderão a manter a sua liderança. Apesar da menor afluência em 2020, a Cushnman & Wakefield atesta a existência de uma forte procura por parte dos retalhistas. Em Madrid, Roma, Bruxelas e Berlim, os alugueres poderão regressar à normalidade em 2023. Nos Campos Elíseos e em Oxford Street, mais dependentes do turismo internacional, a recuperação dependerá da rapidez com que regressem os clientes internacionais.

Publicidade

comércio eletrónico

Vendas de comércio eletrónico na Ásia-Pacífico vão duplicar até 2025

Marks & Spencer

Lucro da Marks & Spencer cai 88% devido ao impacto da Covid-19