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Prejuízos do Grupo DIA crescem para 504,3 milhões de euros

O prejuízo líquido do Grupo DIA cresceu, nos primeiros nove meses deste ano, para os 504,3 milhões de euros.

De acordo com o grupo retalhista, este resultado deve-se ao impacto negativo de uma série de fatores, sobretudo no primeiro semestre. Nota para os encargos com o despedimento coletivo em Espanha e a redução dos recursos humanos no Brasil, o encerramento de 757 lojas, das quais 94 no terceiro trimestre, a iniciativa de reconversão das franquias que afetou 309 lojas para melhorar e reforçar a rede, a otimização do sortido comercial, com uma significativa redução das referências, e a interrupção de atividades não estratégicas, numa estratégia para reduzir a complexidade, entre outros

Entre janeiro e setembro, as vendas líquidas alcançaram os 5.083 milhões de euros, menos 7,4%. O EBITDA ajustado situou-se em 95,2 milhões de euros, menos 48,9%. No final de setembro, a dívida líquida ascendia a 2.556,7 milhões de euros, dos quais, 707,2 milhões correspondiam à aplicação de uma nova norma contabilística e 492,3 milhões aos empréstimos com participação nos benefícios recebidos do seu principal acionista, a LetterOne, que se converterão em fundos próprios uma vez concluída a ampliação de capital no valor de 606 milhões de euros. Deste modo, a dívida financeira situa-se nos 1.854,5 milhões de euros, 398,3 milhões mais que no final de 2018. A 30 de setembro, o Grupo DIA tinha 384,8 milhões de euros de liquidez.

Com a nova liquidez disponível em início de julho, a prioridade do grupo foi a normalização da relação com as seguradoras de crédito e com os fornecedores, recuperar o stock e abastecer completamente as lojas e armazéns. “O efeito positivo desta normalização já é visível no terceiro trimestre, com as vendas comparáveis a mostrarem uma recuperação gradual face aos mínimos históricos registados em junho (-15,5%)”, diz o grupo.

Em Portugal, nos primeiros nove meses de 2019, as vendas líquidas reduziram 7,5%, para os 447,3 milhões de euros. “Esta evolução negativa relaciona-se com a queda de 4,7% nas vendas comparáveis e a contração do espaço comercial em 6,2%”, indica o Grupo DIA. O EBITDA ajustado desceu 71,1%, para os 6,6 milhões de euros, o que pressupõe uma erosão da margem de 330 pontos base para 1,5%.

Já em Espanha, as vendas líquidas diminuíram 7,8%, para os 3,13 mil milhões de euros, “muito afetadas pela situação de falta de stock, o ambiente negativo nos meios de comunicação em torno da sociedade e a forte descida do investimento em promoção”. As vendas comparáveis desceram 6,8% e o espaço comercial contraiu 8,4%. O EBITDA ajustado diminuiu 80,2%, para os 38,8 milhões de euros.

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