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Portugueses adaptados à quarentena

consumo

Os bens de grande consumo totalizaram vendas na ordem dos 169 milhões de euros, um aumento de 8% face ao período homólogo e uma variação de -1% comparativamente à semana anterior.

Este Barómetro Nielsen Covid-19 faz um balanco da semana 17 – de 20 a 26 de abril -, que foi marcada por “uma adaptação da vida em comunidade exemplificada pelo início das emissões da Telescola destinada a alunos do ensino básico” e pelas comemorações em moldes não habituais do 25 de abril.

Esta é uma evolução positiva, que regista um paralelismo no contexto internacional: a tendência de crescimento do FMCG, na semana 17, foi semelhante em Espanha e em Itália.

O online manteve crescimentos muito elevados, parecendo confirmar a adesão dos consumidores às compras em canais digitais, apresentando um crescimento de 244% em número de ocasiões de compra e de 225% em número médio de lares a comprar online bens de grande consumo.

Categorias refletem necessidades dos consumidores

Neste período, a alimentação foi a área de maior crescimento, com um incremento que ascende quase ao dobro do total de FMCG, seguida das bebidas.

Na alimentação, o consumo em casa e os produtos de maior durabilidade continuaram a ser os de maior crescimento, nesta realidade de estado de emergência. O destaque, com crescimentos acima da média da categoria, foi para as bebidas quentes (+47%), dando o café um forte contributo para este dinamismo, uma vez que os portugueses se mantinham confinados.

Ainda na alimentação, os produtos básicos (+27%) e os congelados (+26%) apresentaram também crescimentos significativos.

Cervejas/sidras/panachés (+15%) e bebidas alcoólicas (+10%) impulsionaram o crescimento do total das bebidas.

Consumo não alimentar

Embora o total nos detergentes e produtos de higiene nesta semana seja de quebra, os acessórios de limpeza (+55%), os produtos de embalagem e conservação (+28%), a higiene do lar (+24%) e os produtos para a loiça (+23%) revelam incrementos. Já num quadro de queda notória, encontramos categorias associadas à vida fora de casa, seriamente refreada ou interrompida, exemplo dos produtos para calçado (-44%) e dos produtos solares (-91%).

Como explica Marta Teotónio Pereira, Client Consultant Senior da Nielsen, “o período em análise demonstra a adaptação dos consumidores à vida em quarentena, na medida em que as vendas de FMCG parecem demonstrar a procura para responder a necessidades que se têm vindo a evidenciar ao longo destas últimas semanas. A preocupação em assegurar uma alimentação com validade alargada, e passível de ser conservada por mais tempo, e produtos relacionados com a higiene saltam à vista no topo da lista de compras dos portugueses neste estado de restrição. Este fenómeno de regularização encontra-se também visível na tipologia de lojas escolhidas pelos consumidores, com as lojas de proximidade a apresentar um peso superior ao do período pré-Covid, comprovando que os portugueses procuram soluções mais próximas das suas casas, evitando deslocar-se desnecessariamente”.

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