in

Portugal vai manter um dos maiores níveis de insolvência em 2018

O mais recente “Economic Outlook” divulgado pela Crédito y Caución prevê que Portugal termine 2018 com níveis de insolvência de 201 pontos face aos níveis anteriores à crise (base 100=2007).

De acordo com o relatório, a evolução de Portugal, com uma descida do desemprego e uma produção industrial em desaceleração, mas ainda a crescer, permite esperar uma diminuição das insolvências na ordem dos 14%.

Apesar desta redução, a economia portuguesa manter-se-á num dos maiores níveis de insolvência, apenas atrás de Espanha e Rússia, e claramente à frente de países como a Itália, Reino Unido, França, Estados Unidos, Alemanha ou Japão.

Num quadro de crescimento económico mundial, a Crédito y Caución prevê uma melhoria global das insolvências em torno de 4,1%. Os principais riscos para esta boa evolução estão no protecionismo norte-americano e na ameaça de uma guerra comercial, no abrandamento forçado da China, cujos altos níveis de endividamento obrigam a travar o crescimento do crédito ou uma correção do mercado financeiro, devido ao aumento descontrolado das taxas de juros pela Reserva Federal.  “2018 promete ser outro ano de forte crescimento, com uma evolução do PIB que pode ir até 3,2%. Seria o nível mais alto desde 2011. O comércio continua a crescer e os investimentos, finalmente, estão a recuperar. Há vivacidade nos preços da energia e das matérias-primas, uma recuperação que sustem os investimentos. A atividade abunda. Além disso, o crescimento tem uma ampla base e inclui economias avançadas e emergentes. Até a América Latina, em especial o Brasil, está a sair de um largo período de retrocesso económico”, explica o relatório que, contudo, alerta que “as possibilidades de desfrutarmos de um período de melhoria prolongado estão a deteriorar-se, especialmente devido à viragem protecionista da administração norte-americana”.

As perspetivas de insolvência para quase todos os países de Europa Ocidental são positivas, com exceção para o Reino Unido, onde os níveis já aumentaram, em 2017, devido à incerteza do Brexit. O relatório prevê que, em 2018, o estímulo exportador se desvaneça provocado pela debilidade da libra e que o mercado imobiliário arrefeça, o que irá gerar um aumento geral de 4% nos níveis de insolvência britânicos. O relatório também prevê uma queda das insolvências nos principais mercados emergentes como a Índia, China, Brasil ou Rússia.

Publicidade

Publicidade

Lemon-Do, a primeira bebida alcoólica da Coca-Cola

Becken lança nova gama de roupa Boostwash