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Portugal sobe novamente no ranking global de competitividade

Alcança o 36.º lugar

Foto Shutterstock

Pelo segundo ano consecutivo, Portugal melhorou a sua posição no ranking global de competitividade do IMD World Competitiveness Center, subindo uma posição, para o 36.º lugar.

De acordo com os resultados deste ranking de competitividade, no qual a Porto Business School colabora, de forma exclusiva, em Portugal, a mão-de-obra qualificada, o custo de oportunidade e as infraestruturas continuam a ser os fatores que tornam a economia nacional mais atrativa.

Entre os principais desafios para 2021 destacam-se a necessidade de crescimento, acima da média da União Europeia, a importância das reformas estruturais no sector público e o reforço de uma estratégia nacional para a transformação digital das empresas que aumente a sua competitividade.

 

Pódio

Os países europeus reforçaram as suas posições no ranking dos mais competitivos a nível mundial, impulsionados pela subida da Suíça ao primeiro lugar e da Suécia ao segundo, enquanto o líder do ranking de 2020, Singapura, caiu para a quinta posição. Na terceira posição está a Dinamarca.

Segundo o ranking, que avalia fatores como o desempenho económico, a eficiência das empresas, das infraestruturas e do Governo, Portugal consolidou a sua presença a meio da tabela, com a terceira subida nos últimos cinco anos. No último ano, a economia nacional ganhou em competitividade sobretudo devido a ligeiras melhorias nas infraestruturas científicas (34.º para 31.º), no enquadramento social (22.º para 20.º) e na mão-de-obra qualificada (44.º para 42.º).

Entre as maiores forças competitivas do país destacam-se as leis para imigração (3.ª posição), a força de trabalho feminina (5.ª) a qualificação de profissionais de engenharia (5.ª) e capacidade de exportação (6.ª).

 

Desafios

O mesmo relatório identifica ainda cinco desafios-chave para a competitividade da economia portuguesa, em 2021: garantir um nível de crescimento inteligente do PIB, superior à média da União Europeia, a criação de um quadro fiscal e regulamentar “favorável à empresa e ao investimento“, que permita impulsionar a competitividade do país no rescaldo da Covid-19, o reforço de uma estratégia nacional (intersectorial de inovação e empreendedorismo) para a transformação digital, reformas no sector público, nomeadamente, nas áreas da justiça, saúde, educação e segurança social e a adoção de acordos políticos para uma estratégia nacional que responda às questões demográficas urgentes, como o envelhecimento da população, a baixa taxa de natalidade e as migrações.

De acordo com Rui Coutinho, diretor executivo para a Inovação e Desenvolvimento da Porto Business School, “considerando o contexto pandémico, à primeira vista, poderá parecer positiva a notícia de que Portugal se mantém ‘a meio da tabela’. Porém, uma análise mais cuidada mostra-nos que o país persiste em não dar sinais de reforço da sua competitividade. E isso, especialmente no contexto europeu, significa que outras economias (também afetadas pela pandemia), como o Chipre, a Estónia, a Lituânia, a Letónia ou a Eslovénia, estejam hoje muito próximas ou tenham já ultrapassado Portugal ao nível da competitividade das suas economias. E esse é um sinal muito preocupante, ao qual, infelizmente, pouca atenção tem sido dada. Continuamos a não abordar os problemas estruturais da nossa economia portuguesa e o ranking mostra-nos isso de forma clara: ainda que tenhamos subido uma posição, a nossa performance económica piorou, a eficiência do governo baixou substancialmente (sobretudo, devido ao agravamento nas finanças públicas) e os nossos níveis de produtividade e de práticas de gestão continuam preocupantemente baixos. O ranking mostra-nos, sobretudo, a urgência de reformas claras para a competitividade da nossa economia: a necessidade de uma política fiscal mais ‘amiga’ das empresas e do investimento e o imperativo de um choque de gestão que, de uma vez por todas, capacite as nossas empresas para serem mais produtivas. Infelizmente, não vemos essas prioridades claramente plasmadas no PRR e do Portugal 2030 pouco se sabe. Vamos perder mais uma oportunidade”, questiona.

 

Países europeus reforçam domínio

Inovação, digitalização, benefícios sociais e coesão social são a chave para o desempenho económico no ranking de 2021, liderado pela Suíça (1.º), Suécia (2.º), Dinamarca (3.º), Países Baixos (4.º) e Singapura (5.º).

A Europa mostrou a sua força como um bloco, na edição deste ano do ranking. As economias com melhor desempenho caracterizam-se por vários graus de investimento em inovação, atividades económicas diversificadas e políticas públicas de apoio, de acordo com os peritos do IMD World Competitiveness Center. A força nestas áreas, antes da pandemia, permitiu a estas economias abordar as implicações económicas da crise de forma mais eficaz.

A Suíça melhorou o seu desempenho económico, por comparação com o ano passado, quando ocupava o terceiro lugar, com destaque para os resultados no investimento internacional e no emprego. Para além disso, sob a eficiência do governo, a Suíça ocupa o primeiro lugar no ranking das finanças públicas e do quadro institucional.

A subida de quatro lugares da Suécia deve-se, sobretudo, à melhoria da sua economia a nível doméstico e ao emprego. Já a Dinamarca desceu um lugar, impactada pela descida na avaliação da competitividade na eficiência do governo, apesar do bom desempenho na eficiência empresarial.

Entre os restantes países europeus, destaque para as subidas da Itália (44.º para 41.º), Grécia (49.º para 46.º) e França (32.º para 29.º) e a descida de Espanha (36.º para 39.º), ultrapassada agora por Portugal.

 

China aproxima-se do top 15

A subida da China no ranking, de 20.º para 16.º, faz com que esta economia mantenha a trajetória ascendente iniciada há uma década, graças à sua contínua redução da pobreza e ao impulso das nas infraestruturas e na educação.

Enquanto Singapura continuou a ser o país asiático com melhor desempenho, não conseguiu manter a posição cimeira que ocupava em 2018 e 2019. Este país deparou-se com problemas de perda de empregos, falta de produtividade,e o impacto económico da pandemia, de acordo com os analistas.

A nível regional, a Ásia Central e Oriental e a Europa Ocidental e Oriental subiram na classificação geral da competitividade este ano, enquanto a América do Norte e do Sul e a Ásia Ocidental e África desceram.

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