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Portugal abaixo da média de confiança de líderes executivos mundiais

Declínio de confiança de líderes com mais de 65 anos pode ser indicativo da gravidade da crise que se aproxima

Foto Shutterstock

O Worldcom Confidence Index, um estudo mensal sobre a confiança e receios dos CEO e CMO, da The Worldcom Public Relations Group (Worldcom), representada em Portugal pela agência de comunicação e marketing digital Do It On, indica que a confiança dos CEO em imagem corporativa e reputação de marca sofreu um impacto negativo. A confiança neste tópico não só viu a terceira maior queda desde maio – desceu 5% – como também saiu do top 5 de tópicos de confiança.

Líderes na Índia marcaram o valor mais alto de confiança em imagem corporativa e reputação de marca, enquanto a Bulgária indicou o mais baixo, ocupando, assim, o último lugar. “O nosso relatório mensal de confiança dos líderes revela ‘insights’ incomparáveis sobre os problemas que compõem os tópicos em tendência. Os resultados dos tópicos relativos a marca e colaboração demonstram que os CEO têm muitos desafios por considerar, se desejam emergir da crise com clientes leais e funcionários motivados”, afirma Roger Hurni, Chair of The Worldcom Public Relations Group.

 

Um indicador da crise que está por vir

O impacto da pandemia está a começar a manifestar-se nos níveis de confiança dos líderes com mais de 65 anos de idade, os quais sofreram a maior queda desde maio, de 4%.

Tendo em conta que esta é a geração que já viveu o maior número de recessões/crises, esta queda de confiança pode ser um indicador da gravidade da crise que se avizinha.

Registou-se a mesma queda na confiança relativa a influências financeiras e económicas no sucesso empresarial. Quanto a este tópico, em último lugar, encontra-se a Eslováquia e, em primeiro, o Reino Unido.

Um outro resultado interessante foi a queda de confiança na utilização de tecnologia de colaboração. O emergir da pandemia veio acentuar a utilização de plataformas colaborativas online, como o Microsoft Teams e o Zoom, o que pode indicar um crescente cansaço provindo de reuniões virtuais.

 

Portugal abaixo da média de confiança

Foram adicionados 15 países ao índice, o que perfaz um total de 30 países de todo o mundo incluídos nos resultados de acompanhamento mensais. Evidenciam-se baixos níveis de confiança entre os países da Europa Central e Oriental. Os CEO e CMO destes países contam com os menores níveis de confiança em 12 dos 23 tópicos, com a Bulgária a ocupar o último lugar em seis destes.

O ranking de confiança dos países conta com a Eslováquia na última posição. Contrastando, destaca-se o Reino Unido, que aparece no topo do índice em nove dos 23 tópicos, seguido de perto pela França, detentora do resultado cimeiros em sete dos tópicos.

Portugal, por sua vez, encontra-se abaixo da média de confiança (por 0,9%). Contudo, registou a maior subida de confiança entre maio e junho, de 4,9%. Numa análise individual, a preocupação com a requalificação de trabalhadores foi a que mereceu um maior nível de confiança por parte dos líderes portugueses; por outro lado, o aspeto que inspira menos confiança tem que ver com o comércio global e acordos internacionais.

Worldcom Confidence 10

O ICW destaca as preocupações/níveis de confiança, através de 23 tópicos e seis audiências. As dez conclusões mais importantes de junho, são:

#1 Como previsto em maio, a confiança em reputação de marca saiu do top 5 de tópicos de confiança;

#2 A queda da confiança dos líderes com mais de 65 anos de idade pode pôr em evidência a gravidade da crise que está por vir;

#3 À medida que se manifestam as implicações financeiras da pandemia, a confiança dos líderes na influência de aspetos financeiros e económicos no sucesso empresarial viu a quarta maior queda (em 4%), acabando, assim, na posição 18 do ICW;

#4 O “employer branding”, a manutenção de trabalhadores e a garantia de novas competências que lhes permitam ser mais produtivos no “novo normal”, todos viram aumentos no “engagement” dos líderes;

#5 A confiança relativa ao uso de tecnologias colaborativas e de inovação viu a quarta maior queda, o que talvez seja um indicador de que os trabalhadores sentem falta de contacto presencial;

#6 A redução de plásticos e outros problemas ligados à sustentabilidade assistiram ao maior aumento de atenção por parte dos líderes (mais 7%), mas a maior queda de confiança (menos 7%);

#7 Os “influencers” consagraram-se audiência líder de atenção por parte dos executivos, mais 3% desde maio. Contudo, a confiança no que respeita a habilidade de satisfazer os “influencers” decresceu em 8%. Clientes e trabalhadores verificaram aumentos de atenção;

#8 Os níveis de confiança em junho foram 28% mais baixos do que em novembro de 2019, apesar de uma pequena (0,3%) melhoria;

#9 Países da Europa Central e Oriental tiveram cinco dos sete resultados mais baixos de confiança;

#10 Níveis de confiança na região da Australásia diminuíram 5% desde maio, deixando o resultado justamente acima da média regional. A confiança dos líderes da América do Norte caiu 1%. Estas regiões mostram claras variações nas áreas de maior preocupação.

 

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