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Porto de Sines mantém liderança aos primeiros sete meses do ano

Nos primeiros sete meses de 2016, os portos comerciais do continente movimentaram 53,2 milhões de toneladas, mais 0,8% face ao mesmo período de 2015.

Este é o valor mais elevado de sempre nos períodos homólogos, apesar da diminuição que se verificou na carga embarcada, em 0,6%, contrabalançada com um aumento de 1,9% na carga desembarcada.

Este facto resulta exclusivamente do comportamento do porto de Sines, que regista um acréscimo de 9,6%, correspondente a mais 2,5 milhões de toneladas, enquanto os restantes portos apresentam um movimento inferior ao observado no ano anterior. Veja-se o caso do porto de Lisboa que assumiu uma quebra de cerca de 1,25 milhões de toneladas, correspondente a menos 18,5%.

O porto de Sines mantém a posição de líder, passando a representar 53,8% do total do movimento portuário, atingindo um movimento de 28,6 milhões de toneladas. Na segunda posição encontra-se o porto de Leixões (19,6%), seguido de Lisboa (10,3%) e Setúbal (8,5%).

No que respeita ao mercado de contentores, os primeiros sete meses de 2016 verificaram um movimento superior a 1,5 milhões de TEU, correspondente a uma quebra de 1,7% face ao período homólogo de 2015, tendo em número registado também uma quebra de 3,1%. Este comportamento negativo é determinado pelo porto de Lisboa, que regista uma quebra de 34,1% no volume de TEU movimentado. Com sinal contrário encontram-se os portos de Setúbal, Leixões, Figueira da Foz e Sines que movimentaram mais 42,7%, 8,1%, 3,5% e 1,6%, respetivamente, sem, contudo, terem conseguido anular a quebra referida.

Em Sines destaca-se mais uma vez a importância do tráfego de transhipment, cujo volume no período janeiro a julho representa cerca de 78,4% do total de TEU movimentados no porto. No entanto, este número reflete uma quebra (-0,3%) quando comparado com igual período de 2015. No que respeita ao mercado de contentores, Sines é líder com 54% do total de TEU movimentados, seguindo-se Leixões com 26,1%, Lisboa com 12,6% e Setúbal com 6,5%.

Os primeiros sete meses de 2016 registaram 6.280  (menos1,1% face ao mesmo período de 2015) escalas de navios das diversas tipologias, incluindo os navios de cruzeiro, e uma arqueação bruta (GT) global superior a 111 milhões (mais 3,3% face ao período homólogo). Esta variação global do número de escalas resultou nomeadamente da conjugação dos acréscimos de 6,8% em Viana do Castelo, 0,4% em Leixões, 12,1% em Setúbal e 16,4% em Sines (o número mais elevado de sempre nos períodos homólogos), com as quebras registadas em Lisboa de 20,2%, Aveiro de 6,5% e Figueira da Foz de 1%.

O comportamento dos mercados das cargas regista várias assimetrias. A carga geral e dos granéis líquidos registaram, de janeiro a julho, mais 2,5% e 2,7%, respetivamente, resultado do crescimento do mercado de carga contentorizada (+7,6%), no primeiro, e do movimento do petróleo bruto (+21,2%), no segundo. Já a classe dos granéis sólidos registou menos 5,6%, por efeito conjugado das quebras registadas nos mercados do carvão, minérios e dos outros granéis sólidos com o acréscimo nos produtos agrícolas.

A carga embarcada, com origem no hinterland dos portos comerciais, na qual as “exportações” assumem um peso importante, registou nos primeiros sete meses de 2016 um volume de cerca de 22,7 milhões de toneladas, refletindo uma diminuição de cerca de 0,6% face ao período homólogo de 2015, representando 42,7% do total da carga movimentada. Em termos de classes de acondicionamento de carga, constata-se que a dos granéis líquidos foi a única que registou variação positiva na tonelagem embarcada, mais 7,3% face ao mesmo período de 2015.

A carga contentorizada, o carvão e os produtos agrícolas são os grandes responsáveis pelas variações positivas deste segmento de tráfego, registando valores de mais 5,4%, 18,5% e 33,9%, respetivamente.

Sublinha-se ainda o facto de apenas o porto de Sines ter contrariado o registo de variações negativas no volume de carga embarcada, ao registar um acréscimo de 17,3% face ao igual período de 2015. Todos os restantes portos embarcaram um volume de carga inferior.

Quanto ao volume de carga desembarcada, na qual as “importações” representam em regra mais de 90%, registou um aumento de cerca de 1,9%, face ao valor observado no mesmo período de 2015, atingindo 30,5 milhões de toneladas, o valor mais elevado de sempre, muito influenciado pelo aumento de 10,6% no movimento de carga contentorizada, de 3,4% de produtos agrícolas e de 7% do petróleo bruto.

Viana do Castelo, Figueira da Foz, Setúbal e Faro são os portos que registam um volume de embarques (carga embarcada) superior ao dos desembarques (carga desembarcada), com um quociente entre carga embarcada e o total movimentado, no período em análise, de 78,4%, 63,9%, 59,8% e 100%, respetivamente.

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