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Pingo Doce e Cuf querem reduzir o consumo de sal em Portugal

A Jerónimo Martins, dona da insígnia Pingo Doce, e a Cuf criaram o programa “Menos Sal Portugal”, uma iniciativa de sensibilização da população portuguesa com o objetivo de apelar à redução da quantidade diária de sal ingerida, apresentada esta manhã, dia 28 de janeiro, na Fundação Gulbenkian, em Lisboa.

Há mais de 10 anos que o Pingo Doce fala da dieta mediterrânica como crucial e há mais de 10 anos que tem esta grande preocupação com o sal, o açúcar e a gordura nos seu produtos de marca própria“, referiu Pedro Soares dos Santos, CEO da Jerónimo Martins. “Temos investido nesta área alimentar para realmente perceber a origem dos ingredientes, o porquê, como são cultivados e transformados e como chegam ao dia-a-dia dos nossos consumidores. Foi isso que nos levou a fazer esta parceria com a José de Melo, com este estudo, porque é importante que uma empresa de retalho saiba como progredir nas necessidades do consumidor“.

A insígnia já tem várias iniciativas em termos de redução do sal e o responsável recorda a presença de sopas sem sal entre os produtos take away da marca, assim como que vários produtos que já foram alvo de uma diminuição deste ingrediente, como o pão (meio sal e sem sal), embora as vendas desse produto ainda não justifiquem o investimento realizado. “São produtos que não têm grande venda ainda, mas vão ter, e nós insistimos mesmo a perder dinheiro“, acrescentou. Por outro lado, as vendas de alimentos sem glúten duplicaram, as sem lactose triplicaram e as dos produtos biológicos quadruplicaram nos últimos quatro anos.

Pedro Soares dos Santos revelou ainda que o Pingo Doce vai investir num laboratório que vai permitir fazer o “tracking” de todo o ADN dos alimentos utilizados nos produtos de marca própria.

O objetivo da iniciativa “Menos Sal Portugal” é reduzir para metade a dose diária de sal que é consumida pelos portugueses. Da dose diária de sal recomendada pela Organização Mundial de Saúde, que é de cinco gramas, os consumidores portugueses consomem o dobro (10,7 gramas). O excesso do consumo de sal é responsável por doenças como AVC, a principal causa de morte em Portugal, cancro do estômago, obesidade e hipertensão. A adoção da dose recomendada reduz em 23% o risco de AVC.

A iniciativa “Menos Sal Portugal” terá início com a realização de um estudo científico em Portugal, coordenada pelos investigadores Conceição Calhau e Jorge Polónia. Através do recrutamento de 500 voluntários, a equipa de investigação vai, ao longo de 12 semanas, gerir um programa de educação alimentar que visa a redução do consumo do sal, sendo acompanhados e orientados por equipas especializadas. O estudo irá avaliar o impacto destas alterações na saúde dos participantes e, consequentemente, na saúde do portugueses.

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