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Pernod Ricard lança primeira grande campanha corporativa global

Há vários anos, a Pernod Ricard fez de “Créateurs de Convivialité” a sua visão e assinatura. No entanto, hoje, a convivialidade parece estar em declínio em todo o mundo. Essa é uma das conclusões de um estudo global realizado pela OpinionWay em 11 países nos cinco continentes, com quase 11.500 inquiridos. Os resultados deste trabalho constituem a base da nova campanha corporativa que o Grupo Pernod Ricard lança, que faz uma chamada de atenção para que cada um exercite mais a convivialidade, num mundo cada vez mais distante do revelado em pesquisas anteriores.

Se 91% dos entrevistados acreditam que a convivialidade é uma fonte de bem-estar, 61% refere que o mundo está menos amistoso do que há cinco anos. Os mais pessimistas são os franceses com 82%, seguidos dos alemães com 73%. Mais alarmante, 67% dos Millennials (18-34 anos) lamentam encontrar-se cada vez menos com os amigos devido às redes sociais. Os atuais campeões da convivialidade são os mexicanos, seguidos no top 5 pela Espanha, Brasil, China e Índia. A França não aparece no top 10.

A peça central da nova campanha é o filme documentário “The Power of Conviviality”, dirigido pela Elephant At Work. Filmado sem elenco profissional, o filme reúne os testemunhos de pessoas de todas as origens e latitudes que evocam a importância do convívio social e dos momentos de partilha, que definem como verdadeiros e autênticos, e que são fonte de alegria genuína.

A equipa de filmagens viajou por 12 destinos em todo o mundo, recolhendo imagens tão diversas como um encontro de Millennials num bar de karaoke em Xangai, uma saída de amigos à noite em Marselha, convidados de um jantar elegante em Nova Orleans, a passagem de ano em Berlim, um aperitivo na praia em Tulum (México), momentos num bar em Brooklyn ou um casamento em Goa. Cada ocasião enfatiza a necessidade universal que estes momentos preenchem num mundo hiperconectado, no qual já não temos o tempo necessário para nos encontrarmos na vida real.

O conteúdo da nova campanha está reunido na plataforma www.theconvivialists.com que disponibiliza também imagens dos protagonistas do documentário, um manifesto para um mundo mais convivial, os resultados completos do estudo OpinionWay, bem como conteúdo editorial que analisa a convivência social como necessidade humana universal. Esta campanha não está disponível em França.

Parceria exclusiva com a Vice

A Pernod Ricard associou-se à Vice para promover e divulgar a nova campanha. O documentário “The Power of Conviviality” será promovido em várias redes sociais da plataforma, em especial nos EUA, Reino Unido e China. Além disso, com a ajuda da Vice, a Pernod Ricard está a desenvolver uma série de reportagens, realizadas em diferentes partes do mundo. O repórter Laurence Cornet e o fotógrafo Stéphane Lavoué (retratista para o The New York Times, The Times no Reino Unido, Le Fígaro e Le Monde, além de Prémio Niepce 2018) vão em busca da convivialidade e de conhecer pessoas que, pela sua autenticidade e partilha, sejam verdadeiros embaixadores de convivialidade nas suas comunidades. Filmada ao longo de vários meses, a jornada vai leva o leitor a uma pequena ilha na Irlanda à descoberta dos segredos de um pub lendário, a uma comunidade de surfistas perdida entre o Pacífico e a Amazónia colombiana, a Cuba, onde a amizade é uma verdadeira religião, a um estranho reino em Itália, e à China a uma comunidade de mulheres que vivem nos socalcos dos Himalaia.

Para Alexandre Ricard, presidente e CEO da Pernod Ricard, “existe um verdadeiro anseio de conexão e partilha no mundo de hoje. A convivialidade é mais do que apenas um valor corporativo para a Pernod Ricard, é a nossa razão de ser orgulhosamente personificada pelos nossos 19.000 colaboradores, todos os dias, em todo o mundo. Esta mentalidade reproduz o lema de toda a vida do meu avô Paul Ricard que lançou um convite a todos os seus colaboradores: ‘faz um novo amigo todos os dias’”.

Estudo OpinionWay

A OpinionWay e a Pernod Ricard entrevistaram 11.487 pessoas em 11 países (França, Espanha, Alemanha, EUA, Reino Unido, Índia, China, África do Sul, Austrália, Brasil e México) para medir a convivialidade, um pouco por todo o mundo.

No geral, os resultados são um insight valioso:

  • 91% dos entrevistados vêem a convivialidade como uma fonte de bem-estar
  • 90% consideram-na como um momento de felicidade
  • 79% associam momentos de convívio a uma bebida ou refeição com familiares
  • Os entrevistados chineses destacam-se, com 66% a preferir jantar num restaurante

78% dos inquiridos consideram que o seu país é convivial. O Top cinco de países onde os entrevistados consideram o seu país convivial: México (92%); Espanha (87%); Brasil (86%); Índia (84%) e China (83%). Os europeus avaliam com dureza a convivialidade dos seus conterrâneos. Apenas 62% dos franceses acham que o seu país é amistoso, atrás do Reino Unido (67%) e da Alemanha (69%)

Mas a maioria dos entrevistados admitem que o convívio social está a diminuir no seu país. Quase 60% consideram o seu país menos amistoso do que há cinco anos. Esse dado é particularmente expressivo em França, onde 76% dos entrevistados responderam que a convivialidade está em declínio no seu país, comparado com 64% na Alemanha. Os indianos (57%) e os mexicanos (52%) são as únicas nações que consideram o seu país mais convivial do que há cinco anos.

E que o convívio social está a diminuir no mundo. A grande maioria dos entrevistados (61%) acha que o mundo é menos convivial do que há cinco anos. Os franceses são particularmente pessimistas, com 82% a dizer que o mundo é menos amigável do que antes, seguido por 73% dos alemães.

As mensagens eletrónicas superaram amplamente o contacto físico (telefonemas, encontros) como meio de interação com os amigos. 63% dos entrevistados usam SMS ou plataformas de mensagens para contatar os familiares. Os três principais países no uso de mensagens eletrónicas: Brasil (83%); México (80%); e Espanha (79%). A França destaca-se pela contínua preferência pela comunicação oral, com 76% dos entrevistados a referir que preferem o telefone.

A maioria das pessoas acha que vai conhecer menos pessoas novas na vida real do que há cinco anos (54%). Com exceção dos chineses (70%) e dos mexicanos (60%) que pensam que se encontram com os seus familiares com mais frequência.

77% dos entrevistados em todo o mundo admitem recusar-se a sair com amigos porque querem ficar em casa a ver uma série ou um filme. No Top 3 estão: Índia (91%); Brasil (88%); e África do Sul (85%).

A França permanece firmemente social, com a maioria (51%) a dizer que nunca fez essa opção. Os jovens destacam-se: 87% dos millennials (18-34 anos) de todo o mundo fizeram claramente essa escolha e admitem ceder à tentação do ecrã em vez de sair.

Claramente, a convivência social está mais em risco entre esses mesmos millennials, devido ao seu crescente apego ao mundo digital. Dois terços dos entrevistados confessam ver cada vez menos os amigos na vida real. 64% admitem um vício na tecnologia, que gostariam de refrear. 60% dizem que as redes sociais tornam as suas amizades cada vez mais superficiais. 28% dos entrevistados admitem que realmente conhecem menos de um quarto dos seus contactos no Facebook, e apenas 46% dizem conhecer a maioria deles.

China, Índia e México destacam-se, com mais de dois terços dos entrevistados a afirmar que nunca se encontraram com mais de metade dos seus amigos nas redes sociais.

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