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Pandemia torna os consumidores mais digitais, ecológicos e atentos aos preços

Foto Shutterstock

A pandemia acelerou tendências de consumo que já estavam em curso, confirma o “Global Consumer Insights Pulse Survey 2021” da PwC. O inquérito, conduzido junto de mais de 8.600 pessoas em 22 países, indica que os consumidores se tornaram mais digitais e ecológicos, naquilo que considera de uma transformação histórica do comportamento de consumo.

Segundo o estudo, as lojas físicas continuam a ser o canal de compra preferido dos consumidores e, com o final dos confinamentos, aumentou o número daqueles que compram nestes estabelecimentos, pelo menos, uma vez por semana: de 41% para 45%. Não obstante, a digitalização é uma tendência cada vez mais relevante e 50% dos consumidores tornou-se mais digital, em termos de consumo, nos últimos seis meses.

Para fazer as compras online, 39% dos inquiridos, recorre, pelo menos, uma vez por semana, aos seus smartphones, um valor acima do PC (30%) e do tablet (20%).

 

Produtos ecológicos

Outra das grandes mudanças nos hábitos de consumo é a maior procura por produtos ecológicos. 49% diz sentir-se mais amigo do ambiente do que há seis meses, com destaque para as regiões do sudeste asiático e Médio Oriente.

Os efeitos da pandemia no mundo do trabalho fizeram com que sejam cada vez mais os consumidores que estão em teletrabalho e que asseguram estar mais sensíveis com as questões ambientais, em comparação com os que estão nas empresas.

Mas existem barreiras ao consumo sustentável e uma delas é o preço. 44% dos inquiridos que mostram menos interesse nestas compras justifica com o custo destes produtos.

 

Saúde e preço

Para além destas duas grandes tendências, a pandemia também acelerou outros hábitos de consumo, incluindo, uma maior preocupação com a saúde. Apesar das limitações impostas à circulação durante os confinamentos, quase metade dos inquiridos declara ter tido comportamentos mais saudáveis, nos últimos seis meses. Quem trabalha a partir de casa afirma ser agora mais saudável (55%) do que quem trabalha fora (46%).

Os consumidores são também, agora, mais conscientes dos preços e a sua preocupação com este aspeto não diminuiu com a progressiva recuperação das economias. 56% assinala que, nos últimos seis meses, o preço pesou ainda mais nas suas decisões de compra. Além disso, 54% privilegiou a poupança.

Mas os consumidores também se tornaram mais locais. A aposta na proximidade mantém-se, apesar do relaxamento das medidas de contenção da pandemia, com 43% a confirmar esta prioridade.

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