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O consumidor de 2030

Foto Shutterstock

Mais formado, informado, mas com menos tempo para processar o crescente volume de informação na sua tomada de decisão de compra. Assim será o consumidor em 2030.

Juan Pablo Zurdo, da Crédito y Caución, indica que o consumidor que teremos dentro de 10 anos será como o atual, mas moldado por tendências que foram aceleradas pela pandemia. Citado pelo Financial Food, explica que, se se fizer uma comparação do antes, com estudo prospetivos sobre o consumidor publicados em 2019, e o depois, com os estudos sobre a influência da Covid-19 nos hábitos de compra, constata-se que, “mais do que uma mudança de perfil, está-se perante uma aceleração de tendências anteriores e o reposicionamento na hierarquia de prioridades, como a saúde”.

Perante o dilema de um crescente acesso a informação, mas menos tempo para a processar, o consumidor tenderá a querer tudo e agora, agindo impulsivamente na sua relação subjetiva com as marcas. “O bombardeio de estímulos comerciais e a convivência de produtos cada vez mais indiferenciados pela rapidez das réplicas levará as marcas a usar argumentos emocionais para se diferenciarem”.

 

Cliente 3.0

O poder do chamado cliente 3.0 irá crescer e, como tal, a sua condição de “prosumer” (profissional e consumido) para influenciar, de forma cada vez mais direta, no desenvolvimento de produtos e serviços. “Será, portanto, mais respeitado e temido e em busca da sensação e certeza do seu protagonismo. É o reforço do consumidor como o chefe dos nossos chefes nas empresas futuras cada vez mais orientadas aos clientes”, afirma Juan Pablo Zurdo.

Essa mescla de informação, critério, proatividade e resposta emocional imediata do consumidor face às expectativas, sobretudo as defraudadas, poderá agudizar o seu comportamento volátil, a fraca tolerância ao erro e a infidelidade das marcas.

Para seduzir este cliente, Juan Pablo Zurdo sustenta que as lojas físicas ou virtuais entendidas como um clube e não como um simples espaço de compra e venda, com a personalização do produto e do serviço.

O responsável da Crédito y Caución destaca que, dentro de uma década, irão conviver comportamentos contrapostos, como a obsessão do low cost, mas de boa qualidade/preço e coerente com valores como a sustentabilidade ou responsabilidade social, e as oportunidades de última hora e a atração pela qualidade e luxo. Mas também o favorecimento da poupança face ao regresso do consumismo da recuperação económica, entre outros aspetos.

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