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Negociações entre Auchan e Carrefour terminadas

Foto Karolis Kavolelis/Shutterstock

O Carrefour e a Auchan terminaram as conversações sobre uma possível parceria. O potencial acordo para criar um retalhista com vendas combinadas de 110 mil milhões de euros por ano e uma quota de mercado de quase 30% em França parecia demasiado complexo, em termos de valorização e estrutura, disse uma fonte próxima à Reuters.

Uma segunda fonte familiarizada com as negociações disse que a Auchan estava disposta a oferecer ao Carrefour 21,50 euros por ação, ou seja, 16,8 mil milhões de euros, 70% em dinheiro e 30% em ações da empresa combinada. A oferta era mais de 30% acima do preço das ações do Carrefour na semana passada, mas a empresa liderada por Alexandre Bompard deu por terminada as negociações, depois do principal acionista da Auchan, a família Moulin, se ter oposto ao negócio e da operação se tornar demasiado complexa.

 

Segunda fusão frustada

Esta é a segunda vez que o Carrefour vê frustrados os seus planos de fusão com um outro retalhista.

Em janeiro, a Couche-Tard deixou cair uma oferta de 16,2 mil milhões de euros pelo Carrefour, depois de o governo francês se ter oposto ao acordo, citando preocupações com a segurança alimentar. Isto deixou Carrefour sem o poder de fogo extra para galvanizar o seu plano de reestruturação. Os recursos adicionais oferecidos pela Couche-Tard teriam impulsionado o comércio eletrónico do Carrefour, uma prioridade para a empresa manter a vantagem sobre a Amazon nas vendas online de bens alimentares.

 

Negociações com a Auchan

As discussões com a Auchan, que começaram na primavera, analisaram vários cenários, que vão desde trocas de ativos e parcerias tecnológicas, adiantou a primeira fonte.

Não ficou claro se havia potencial para que as conversações serem reanimadas. A segunda fonte disse que a Auchan não planeia fazer uma jogada hostil.

Os analistas têm manifestado preocupação com o facto de uma fusão Auchan-Carrefour aumentar a exposição ao formato hipermercado. Alguns, no entanto, disseram que o acordo poderia gerar poupanças de custos e sinergias. Alexandre Bompard tem dito repetidamente que o sector do retalho está obrigado a consolidar-se e a sua missão é garantir que Carrefour emerja como vencedor.

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