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Mercado português de bens tecnológicos cresce 5%

Foto Shutterstock

A tecnologia traduziu-se como o maior aliado das empresas, negócios e consumidores, nos dois últimos anos de crise pandémica. 2021 registou o melhor ano de faturação, quando comparado com 2020 e 2007, atingindo os 3.045 milhões de euros, para o mercado total de produtos de eletrónica de consumo, informática, telecomunicações, grandes e pequenos eletrodomésticos e entretenimento, e representando uma variação de 5% quando comparado ao ano anterior.

Estes são dados da GfK Portugal, que analisou o comportamento da inovação e tecnologia na indústria e retalho e apresentou, na conferência “Unboxing Tech Market”, as tendências ditadas em 2021, as mudanças nos hábitos dos consumidores e no consumo digital, os desafios que podem surgir num contexto tão incerto como o atual, bem como as várias conclusões que irão impactar o consumidor, nos próximos anos, em Portugal e na Europa.

Nesta conferência foi possível observar como o contexto de incerteza teve diferentes resultados para as empresas: negativo para as que não se conseguiram adaptar; positivo para aquelas que enfrentaram a mudança constante como uma oportunidade de impulsionar o negócio.

 

Pandemia 

O mercado de eletrónica de consumo registou, em Portugal, no ano de 2021, vendas no valor de 385 milhões de euros, num crescimento de 1%. Já o mercado das telecomunicações representou um total de 739 milhões de euros, mais 16% face a 2020, e a informática cresceu 7%, representando um total de 678 milhões de euros.

A necessidade de trabalhar, estudar e entreter em casa contribuiu para um claro investimento e preocupação acrescida do consumidor com a qualidade das tecnologias de consumo, confirma a GfK Portugal. Em resultado desta crescente procura, o preço médio dos produtos de eletrónica aumentou 20%, em 2021. Especificamente, o preço médio do segmento premium dos smartphones registou um crescimento de 4%, quando comparado com período homólogo.

No cômputo geral do ano de 2021, em Portugal, a maior permanência em casa beneficiou também o mercado dos eletrodomésticos, com subidas de dois dígitos em todas as categorias (13% em grandes domésticos e 24% em pequenos domésticos).

O sector dos pequenos eletrodomésticos foi impulsionado pelas máquinas de café (+46%) e pelos produtos de limpeza, como os aspiradores verticais (+5%), bem como pelos robots (+25%), que eram tradicionalmente uma segunda compra, mas começam a desafiar o segmento dos verticais. A procura por produtos premium continua positiva, sendo que 37% dos consumidores concorda com a premissa de que é “importante confortar-me ao consumir”.

 

Consumo

A pandemia afetou os comportamentos geracionais. Em termos homólogos, o segmento dos 45 aos 54 anos ganhou bastante relevância, em detrimento dos grupos mais novos. Na categoria dos eletrodomésticos, o segmento de mercado dos 45 aos 54 anos, bem como o dos 19 aos 24 são os que mais adotaram o online como opção viável de compra.

Pelo segundo ano consecutivo, o mundo enfrentou a pandemia, reforçando a crescente preocupação pela saúde, bem-estar, segurança e higiene. Assim, algumas das tendências para o futuro apresentadas na 26.ª Conferência da GfK são a simplificação de tarefas, o conforto no consumo, a necessidade de otimizar tempo e tarefas e a procura por experiências mais interativas, personalizadas e inovadoras.

 

Online: mudança comportamental

De acordo com dados apresentados pela GfK, a Internet e o online, foram, uma vez mais, os grandes aliados no passado ano de 2021. Assim, de entre todas as formas de pesquisa e encontro de informação, os sites dos retalhistas revelaram-se como primordiais para a resposta às necessidades dos consumidores (+47%).

O comportamento de compra tem vindo a alterar-se significativamente, nos últimos anos, particularmente devido ao crescimento das vendas online, que aumentaram cerca de 17%, de 2020, para 2021. Foi no segmento Click & Mortar que se registou o maior crescimento do online, quando comparado com o ano de 2019.

 

Clima de consumo na Europa

O clima de consumo na Europa abrandou significativamente, no final do ano passado, penalizado pelas restrições impostas pelo ressurgimento da Covid-19 e pelos gastos acrescidos em energia, com a aproximação da estação mais fria do ano.

Com o fim da pandemia, esperava-se uma recuperação do clima de consumo europeu que acabou por ficar bastante aquém das expectativas devido às implicações resultantes do conflito no leste europeu.

Em fevereiro do ano passado, o clima de consumo na Europa caiu, face a janeiro, cerca de 2,2%, sendo que, analisando o período homólogo entre fevereiro de 2020 e 2021, este clima de consumo apresentou um decréscimo de cerca de 24,5%.

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