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Lusomorango entrega 8 toneladas de framboesas

A Lusomorango entregou até à passada quinta-feira perto de cinco toneladas de framboesas ao Banco Alimentar Contra a Fome.

Até ao final desta semana, serão mais três toneladas destes pequenos frutos que vão chegar aos armazéns desta instituição, para serem distribuídos a famílias carenciadas.

No total, em três semanas, são perto de oito toneladas de framboesas que a maior organização de produtores de frutas e legumes do país, em volume de negócios, destina ao Banco Alimentar.

Uma parte da produção que corresponde à parcela de produto que foi retirada do mercado, na sequência da implementação da portaria que estende aos pequenos frutos a possibilidade de retirada de produto do mercado, por forma a fazer face às dificuldades de escoamento de produção e de quebra generalizada nas vendas e nos preços.

Este mecanismo, essencial para a regulação do mercado à procura, permite, em situações extraordinárias, a retirada de produto mediante uma compensação financeira até 40% do valor médio de mercado (para um máximo de 5% da produção total), sendo a fruta reencaminhada para instituições particulares de solidariedade social e para o Banco Alimentar.

Luís Pinheiro, presidente da Lusomorango, afirma que “este regime de exceção é importante para assegurar a sobrevivência do sector dos pequenos frutos. Pese embora esta compensação financeira não cubra os custos de produção, permite, ainda assim, manter o emprego e a capacidade produtiva no atual contexto de grandes dificuldades de escoamento do produto. Por isso, apraz-nos muito podermos, através deste mecanismo, acudir, da melhor forma que podemos, aos crescentes pedidos de ajuda que o Banco Alimentar Contra a Fome tem vindo a registar nas últimas semanas, devido às maiores dificuldades económicas sentidas atualmente por muitas famílias portuguesas. Estas oito toneladas de framboesas, que representam praticamente 1.600 horas de trabalho, são um contributo certamente diminuto, mas ainda assim importante, para colmatar algumas destas necessidades. Sobretudo, porque estamos a falar de um produto hortofrutícola, em fresco, nutritivo, vitamínico e saudável, que deve fazer parte de uma dieta equilibrada, tão importante para a manutenção da saúde física e mental nestes tempos tão exigentes em termos de isolamento social e de incerteza face ao futuro”, refere o responsável da Lusomorango.

Organização de produtores

Dado o difícil contexto e a rápida deterioração da atividade verificada nas últimas semanas, esta organização de produtores, juntamente com outros operadores do sector, solicitou ao Governo que os mecanismos de retirada de produto do mercado fossem alargados aos pequenos frutos (uma vez que já era aplicável a outras categorias de produto, nomeadamente a pera, o tomate, os pêssegos, as uvas ou a melancia, entre outros), tal como já acontecia noutros Estados-membros.

Esta iniciativa está prevista no âmbito da medida da prevenção e gestão de crises contemplada nos Programas Operacionais das Organizações de Produtores de frutas e legumes e é financiada a 100% pela União Europeia.

Nas últimas semanas, por força do atual contexto de pandemia global, o sector dos pequenos frutos, líder nas exportações de frutas e legumes nacionais (238 milhões de euros, em 2019), perdeu canais de escoamento em virtude do encerramento generalizado dos seus principais mercados de destino e da diminuição da procura por produtos frescos, mais perecíveis. A este cenário de quebra nas vendas, somam-se ainda o aumento de custos de produção e de transporte.

Sublinhe-se que, para aceder a esta ferramenta financeira, criada em 1997, aquando do lançamento da Organização Comum de Mercado das frutas e legumes, a Lusomorango teve de reestruturar o seu Programa Operacional para 2018-2022, já aprovado, abdicando, para tal, de outras ações.

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