in , , , , , ,

Loop revela os quatro segredos para atingir a “Superioridade em Produto”

Antonio Flores, CEO da Loop New Business Models, ministrou esta segunda-feira, dia 25 de março, uma sessão dedicada aos desafios do sector do grande consumo para fabricantes e distribuidores. O responsável destacou que a verdadeira batalha do sector reside na competição pela fidelização dos consumidores baseada numa filosofia de consumo.

“Como será a distribuição da próxima década?” tem sido uma das questões em debate nestes dias de Alimentaria 2019. Antonio Flores participou no evento organizado pela Verbadixit, com a sessão “Superioridade em Produto: A estratégia para ganhar o pulso ao mercado”.

Durante a exposição, o responsável defendeu que “para liderarem o sector do grande consumo, as empresas devem aplicar estratégias de superioridade em produto baseadas na análise estratégica de dados. A superioridade do produto é uma estratégia global de conseguir ter pulso constante sobre o consumidor e o mercado, ao procurar surpreender de forma rentável e sustentável cada lançamento de novos produtos”.

Neste seguimento, António Flores destacou que quem detém maior controlo sobre os consumidores e a filosofia do momento de consumo são os retalhistas, que têm de saber aproveitar essa oportunidade. De acordo com o orador, a competição na distribuição deixou de estar baseada em quotas de mercado assentes em percentagens de mercado e poder de compra, para se centrar na fidelização do consumidor através da transposição da sua forma de ver o mundo para uma filosofia de consumo.

Sobre o tema, o CEO destacou que “o número de competidores capazes de se diferenciar pela filosofia de consumo é atualmente muito escasso. Aqueles que não forem capazes de o conseguir também não conseguirão acrescentar valor diferencial e sobreviver no mercado”.

Para Antonio Flores, a diferença entre um distribuidor e um retalhista é que “um distribuidor foca-se em distribuir o produto de forma eficiente e um retalhista potencia a eficiência da sua distribuição com uma filosofia clara de consumo”.

À questão fulcral “Como conseguir de forma consolidada, sustentável e rentável atingir a superioridade em produto?”, o especialista consignou uma conjugação de quatro ingredientes-chave para que a estratégia de superioridade em produto seja atingida, bem como a perceção clara e tangível de que determinado produto está posicionado acima da média no mercado. Desde logo, a existência de uma filosofia própria e clara de consumo. As marcas (fabricantes e retalhistas) devem saber qual o “target” a que se dirigem e ter a certeza de que estão a responder a uma necessidade específica. Em segundo ligar, há que acrescentar valor ao consumidor e ao retalhista de forma constante, através de uma leitura correta do momento. Segue-se a construção de uma experiência prévia à compra do produto, sendo necessário ir além do momento de compra e considerar o processo de forma holística, planeando uma estratégia que abarque o antes, o durante e o depois. Apenas desta forma será possível conquistar confiança e fidelizar o consumidor. Finalmente, a monitorização do ciclo de vida do produto no mercado, como fator de correção. De forma a otimizar processos e evitar desperdício de recursos e tempo, é importante vigiar o comportamento do produto no mercado e realizar um ponto de situação para entender eventuais necessidades de alterações com vista à superioridade. Para conseguir a receita perfeita de superioridade em produto e garantir o seu êxito, a análise estratégica de dados é essencial. “As organizações devem fazer-se suportar de dados antes, durante e depois do lançamento de um produto, para entenderem quais as necessidades do seu ‘target’ em cada momento e qual o estado do mercado na sua área de negócio”, sublinhou ainda Antonio Flores.

A par com a Loop New Business Models, consultoras mundiais como a Deloitte, Nielsen, Kantar Worldpanel ou Boston Consulting Group integraram o painel do 3.º Fórum da Distribuição em Portugal – O Retalho 20-30.

Publicidade

Publicidade

Henkel conclui um “empréstimo verde” sindicalizado

Mondelez investe nas startups de alimentos