O grupo Jerónimo Martins registou um crescimento de 7,6% nas vendas em 2025, atingindo os 35.991 milhões de euros, num desempenho fortemente suportado pelas operações na Polónia e na Colômbia.
A estratégia de investimento em preço voltou a revelar-se determinante num contexto de consumo pressionado e elevada concorrência no retalho alimentar.
Biedronka continua a ser o principal motor do grupo
A Biedronka, que representa mais de 70% da faturação do grupo, alcançou vendas de 25.343 milhões de euros, mais 7,5% do que no ano anterior. A cadeia polaca mantém-se como o principal pilar de crescimento da Jerónimo Martins, beneficiando de uma forte aposta em preço, escala e eficiência operacional.
Na Colômbia, a Ara destacou-se com um crescimento de 13,2%, atingindo 3.228 milhões de euros em vendas. A operação colombiana continua a afirmar-se como um dos vetores estratégicos do grupo, combinando expansão da rede com uma proposta focada em proximidade e acessibilidade.
Pingo Doce cresce 5,3% em Portugal
Em Portugal, a insígnia Pingo Doce registou um crescimento de 5,3%, totalizando 5.342 milhões de euros em vendas. A cadeia mantém a segunda maior quota de mercado no retalho alimentar nacional, num contexto marcado por forte pressão promocional, sensibilidade ao preço e maior racionalização do consumo por parte das famílias.
As restantes operações do grupo também apresentaram desempenhos positivos. A cadeia polaca de saúde e beleza Hebe cresceu 7,4%, para 626 milhões de euros, enquanto o grossista Recheio aumentou as vendas em 3%, para 1.392 milhões de euros.
Mais de seis mil lojas no final do ano
No final de 2025, o grupo Jerónimo Martins contava com 6.081 lojas, distribuídas por 3.730 Biedronka, 1.438 Ara, 489 Pingo Doce, 381 Hebe e 43 Recheio. Os resultados financeiros completos, incluindo EBITDA e lucro líquido, serão divulgados a 18 de março.








