Jerónimo Martins
Retalho

Jerónimo Martins cresce 6,3% no primeiro trimestre e atinge 8,9 mil milhões de euros em vendas

A Jerónimo Martins registou vendas consolidadas de 8,9 mil milhões de euros no primeiro trimestre de 2026, o que representa um crescimento de 6,3% face ao mesmo período do ano anterior. O EBITDA aumentou 8,4%, para 572 milhões de euros, com a margem EBITDA a fixar-se nos 6,4%.

O resultado líquido atribuível ao grupo situou-se nos 119 milhões de euros, menos 6,8% do que no primeiro trimestre de 2025, refletindo o impacto dos juros e das diferenças cambiais associados à capitalização das rendas ao abrigo da IFRS16.

Em comunicado enviado às redações, Pedro Soares dos Santos, presidente e administrador-delegado da Jerónimo Martins, destaca que o início de 2026 foi marcado pelo agravamento do contexto geopolítico, com impacto direto nos custos dos combustíveis e fertilizantes, reforçando a pressão sobre a cadeia alimentar. Ainda assim, sublinha que as insígnias do grupo apresentaram “um forte primeiro trimestre, com sólido crescimento de vendas e de EBITDA”.

Polónia

A Biedronka continuou a representar a maior fatia das vendas do grupo, com 6,2 mil milhões de euros, equivalentes a 69,2% do total consolidado. As vendas da cadeia polaca cresceram 3,6% em euros e 4,5% em moeda local, enquanto o like-for-like atingiu 2,3%, apesar da deflação registada no cabaz da insígnia e da forte pressão promocional no mercado polaco.

Portugal

Em Portugal, o Pingo Doce registou vendas de 1,29 mil milhões de euros, um crescimento de 7,5%, beneficiando também da antecipação da Páscoa para março. O like-for-like, excluindo combustível, foi de 5,7%.

Já o Recheio aumentou as vendas em 3,3%, para 312 milhões de euros, num período marcado por alguma volatilidade climatérica e impacto no canal HoReCa. A empresa destaca ainda a abertura de uma loja bandeira em Alfragide, na Grande Lisboa.

Colômbia

Na Colômbia, a Ara manteve um forte ritmo de expansão e crescimento, com vendas de 959 milhões de euros, mais 23,6% do que no primeiro trimestre de 2025. Em moeda local, o crescimento foi de 21,2%, apoiado pela expansão da rede e pelo aumento da notoriedade da marca.

Aberturas e dividendos

Durante o trimestre, o grupo abriu 78 lojas e realizou 53 remodelações. A Ara liderou em número de aberturas, com 51 novas lojas, enquanto a Biedronka remodelou 36 unidades.

O investimento executado no trimestre ascendeu a 208 milhões de euros, abaixo dos 248 milhões registados no período homólogo.

A Assembleia Geral de Acionistas aprovou ainda a distribuição de um dividendo bruto de 0,65 euros por ação, num montante global de 408,5 milhões de euros, com pagamento agendado para 12 de maio.

PUB - CA_EmpresasPlus1_Grande Consumo 700x300px
PUB - CA_EmpresasPlus1_Grande Consumo 700x300px
Siga-nos em sidebar-1